Datafolha não basta para garantir o "Volta, Lula"

Embora a vantagem do ex-presidente Lula sobre os adversários seja mais folgada do que a da presidente Dilma Rousseff; a situação para o Palácio do Planalto ainda é extremamente confortável; contra os adversários mais prováveis, Aécio Neves e Eduardo Campos, ela abre quase vinte pontos de vantagem; movimentos dentro e fora do PT pela volta de Lula devem esbarrar na realidade dos números, que ainda é tranquila para Dilma

Embora a vantagem do ex-presidente Lula sobre os adversários seja mais folgada do que a da presidente Dilma Rousseff; a situação para o Palácio do Planalto ainda é extremamente confortável; contra os adversários mais prováveis, Aécio Neves e Eduardo Campos, ela abre quase vinte pontos de vantagem; movimentos dentro e fora do PT pela volta de Lula devem esbarrar na realidade dos números, que ainda é tranquila para Dilma
Embora a vantagem do ex-presidente Lula sobre os adversários seja mais folgada do que a da presidente Dilma Rousseff; a situação para o Palácio do Planalto ainda é extremamente confortável; contra os adversários mais prováveis, Aécio Neves e Eduardo Campos, ela abre quase vinte pontos de vantagem; movimentos dentro e fora do PT pela volta de Lula devem esbarrar na realidade dos números, que ainda é tranquila para Dilma (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - A pesquisa Datafolha deste fim de semana apontou uma realidade que, a cada levantamento, se repete: o ex-presidente Lula venceria a disputa de 2014 com mais facilidade do que a sucessora Dilma Rousseff. Isso é suficiente para retirar de vez das sombras do movimento "volta, Lula"? Ao que tudo indica, a resposta é não. Aos números:

No cenário mais provável, com Dilma enfrentando o tucano Aécio Neves e o socialista Eduardo Campos, a vantagem da presidente ainda é extremamente confortável. Ela teria 47% contra 29% dos adversários (17% de Aécio e 12% de Eduardo). Ou seja: 18 pontos de vantagem. Com Lula, a vantagem seria maior. Ele teria 51% contra 24% dos opositores (15% de Aécio e 9% de Eduardo). Neste caso, a diferença subiria para 26 pontos.

Outro dado relevante da pesquisa é o enfraquecimento de Marina Silva, cada vez menos percebida como alternativa real de poder pela população. Ela, que chegou a ter 29%, hoje está em 23%. Somada aos 15% de Aécio neste cenário, garantiria 38% para a oposição, contra 43% de Dilma. Se Lula entrasse no páreo, os números seriam de 51% para ele, contra 19% de Marina e 14% de Aécio.

Isso mostra que, ainda que Lula tenha mais "gordura", a situação de Dilma ainda é extremamente confortável e não há nenhum alerta no Planalto ou no PT, por mais que alguns grupos tenham preferência pelo ex-presidente e estejam agindo nos bastidores. Além disso, promover uma substituição, que seria traumática, a esta altura do campeonato, pode trazer efeitos colaterais e colocar em risco uma reeleição que, hoje, parece tranquila. Até porque o Datafolha revela que a população deseja mudança, mas, de preferência, com Dilma.

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