De olho em 2014, Dilma cobra metas de ministros
Presidente quer plano estratégico de cinco membros de sua equipe da Esplanada: Guido Mantega (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), Miriam Belchior (Planejamento) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento); objetivo é acelerar ações para garantir marca em seu governo e vencer a disputa à reeleição
247 – Em busca de deixar uma marca para seu governo, facilitando assim sua campanha à reeleição em 2014, a presidente Dilma Rousseff pediu metas prioritárias para parte do seu time de ministros. A atenção especial para os próximos dois e últimos anos de seu governo foi encomendada aos colegas de partido da Esplanada Guido Mantega (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Miriam Belchior (Planejamento) e Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).
A principal dificuldade que a presidente deverá enfrentar é na área econômica, já que o crescimento de 2012 ficou abaixo do esperado (deve fechar próximo de 1%). Recentemente, até líderes do PT cobraram para que Mantega divulgue previsões menores e entregue um resultado maior. Dilma já disse à imprensa que deseja um "pibão grandão" em 2013 e, durante discurso no Piauí na última sexta-feira, reafirmou que o País terá crescimento "sustentável e sistemático" neste ano.
Portanto, boa parte das medidas a serem tomadas na segunda metade de seu mandato estará focada no incentivo do crescimento econômico. O governo aposta que as ações que já vêm sendo colocadas em prática desde o ano passado apresentem resultados a partir de abril, como a redução de juros dos bancos e da tarifa de energia elétrica, redução de tributos a empresas (como a desoneração da folha) e diminuição da dívida pública.
Outros setores que precisam ser olhados com cuidado são a Saúde e a Segurança – de acordo com pesquisas obtidas pelo Planalto, essas são as áreas que recebem mais queixas da população. Obras de infraestrutura também terão de ser aceleradas – neste fim de semana, por exemplo, o governo federal anunciou a injeção de mais R$ 394,4 milhões para obras na Transposição do Rio São Francisco, projeto que está atrasado e já custou bem mais do que o previso.
O desafio de Dilma é manter, portanto, a boa imagem que conquistou na primeira metade da gestão. A da presidente que lutou contra a corrupção, cortando ministros e desonerando funcionários públicos envolvidos em irregularidades. Apenas nesses primeiros dois anos, sete ministros deixaram seus cargos após denúncias veiculadas pela imprensa.
