Declaração de ministro é uma ameaça à PF, diz associação

A interpretação veio da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), após o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, dizer que trocará a equipe inteira da PF em caso de vazamentos ilegais de informações; de acordo com o presidente da entidade, Carlos Miguel Sobral (foto), a fala revela que há uma intenção em acabar com a Operação Lava Jato; "Isso demonstra duas coisas: vulnerabilidade da PF que não tem sua autonomia garantida na Constituição e na lei e outra que aparenta a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado da história do Brasil", disse 

A interpretação veio da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), após o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, dizer que trocará a equipe inteira da PF em caso de vazamentos ilegais de informações; de acordo com o presidente da entidade, Carlos Miguel Sobral (foto), a fala revela que há uma intenção em acabar com a Operação Lava Jato; "Isso demonstra duas coisas: vulnerabilidade da PF que não tem sua autonomia garantida na Constituição e na lei e outra que aparenta a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado da história do Brasil", disse 
A interpretação veio da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), após o novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, dizer que trocará a equipe inteira da PF em caso de vazamentos ilegais de informações; de acordo com o presidente da entidade, Carlos Miguel Sobral (foto), a fala revela que há uma intenção em acabar com a Operação Lava Jato; "Isso demonstra duas coisas: vulnerabilidade da PF que não tem sua autonomia garantida na Constituição e na lei e outra que aparenta a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado da história do Brasil", disse  (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) classificou como uma "ameaça" o recado dado pelo novo ministro da Justiça, Eugênio Aragão, à Policia Federal que trocará a equipe inteira de investigação em caso de vazamentos ilegais de informações. De acordo com o presidente da entidade, Carlos Miguel Sobral, a fala revela que há uma intenção em acabar com a Operação Lava Jato.

"Isso demonstra duas coisas: vulnerabilidade da PF que não tem sua autonomia garantida na Constituição e na lei e outra que aparenta a pressa em acabar com a maior investigação de combate ao crime organizado da história do Brasil", disse ele.

A entidade cogita a possibilidade ingressar com medidas judiciais para garantir a atuação dos delegados. Segundo Miguel, não há indícios até agora de nenhuma ilegalidade cometida durante as investigações do esquema de corrupção na Petrobras. "Nossa diretoria está discutindo medidas que podem sem adotadas diante das ameaça proferidas pelo ministro da Justiça", afirmou.

O presidente da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), José Robalinho Cavalcanti, também reagiu à fala do ministro comparando as delações premiadas da Lava Jato a extorsão, uma vez que foram decretadas prisões preventivas para que ocorra a colaboração, perdendo o caráter da voluntariedade. As entrevistas foram publicadas na Folha.

Segundo Cavalcanti, Aragão, que também é integrante do Ministério Público, cometeu um erro ao politizar uma questão técnica. "O ministro escorregou ou está fazendo um discurso político ao falar em extorsão. Não há extorsão alguma. Não há delação premiada sem voluntariedade no Brasil e nem na Lava Jato", afirmou Cavalcanti. "O ministro disse que há uma politização dos agentes de Estado. Com todo respeito, ao falar em extorsão, quem está tentando politizar a Lava Jato é o ministro da Lava Jato. Todas as delações foram tomadas com voluntariedade e analisadas por um Judiciário técnico e livre", completou.

 

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