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Poder

Deixem Lula em paz

Tentam agora de todas as maneiras envolvê-lo com o processo penal 470. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, chegou ao absurdo esta semana de instigar os promotores a oferecer denúncia contra Lula

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A oposição ao atual governo brasileiro e alguns daqueles que trazem de berço o sentimento de pertencerem à classe dominante neste país não se conformam com a recente história do Brasil: um operário metalúrgico nordestino de origem humilde chegou ao poder e em oito anos tirou 45 milhões de brasileiros da miséria. Fez o que outros não conseguiram ou não estavam preocupados em fazer.

Em seu primeiro mandato diziam que ele não sabia falar, não tinha diploma universitário, nem postura de chefe de estado. O povo brasileiro não se importou com isso. Elegeu Lula mais uma vez, e a seguir sua candidata, Dilma.

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Tentam agora de todas as maneiras envolvê-lo com o processo penal 470. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, chegou ao absurdo esta semana de instigar os promotores a oferecer denúncia contra Lula, afirmando publicamente que ele agora não mais detém prerrogativas de foro.

A posição de Gurgel ameaça a paz da República. Será que ele se esqueceu do poder popular que Lula tem ? Vozes de todo o país, organizadas em movimentos sociais ou não estão prontas pra se levantar em sua defesa e pela continuidade do projeto petista no poder.

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Cada um daqueles que conquistou uma vida mais digna nos últimos anos  não precisa de diploma pra entender o que aconteceu porque sentiu na pele as mudanças para melhor: mais oportunidades de emprego, melhores salários, mais programas sociais em várias áreas, a possibilidade real de ver um filho na universidade, de comprar uma  casa e ter um carro estacionado na porta. 

O que deveria ser discutido no Brasil neste momento é o mega escândalo Cachoeira/Demóstenes/Veja. Gurgel usa como estratégia ataques a homens como Lula para se defender de sua irresponsabilidade e da pressão que tem recebido acusado de prevaricar no caso das Operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, que investigou a quadrilha de Cachoeira e sua ramificação pelo estado de Goiás e as três esferas do governo federal. Isso com o apoio da imprensa de negócios encabeçada pela Revista Veja.

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Gurgel, Gilmar Mendes e outros tentam colocar Lula como alvo de ataques e com isso desviar a atenção da Nação para o que ocorre no Congresso Nacional, onde a CPMI desvenda a Caixa de Pandora do PSDB, do DEM e quiçá de certas personalidades de capa preta que trocam seus afazeres no Judiciário para fazer política de oposição por se acharem intocáveis.

Depois de 10 anos a oposição está entrando em delirium tremens, causada pela abstinência de poder. Usam de dois pesos e duas medidas para criticar  governos petistas e tucanos. As ações do ex-presidente FHC que vendeu o Brasil em privatizações conhecidas como as maiores da América Latina e as denúncias fartamente documentadas no famoso livro A Privataria Tucana não incomodaram a Gurgel e foram totalmente ignoradas pela imprensa brasileira.

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Ainda está em tempo senhor Procurador-Geral da República de apresentar representação ao Ministério Público Federal contra FHC e José Serra, entre outros tucanos emplumados, que venderam o que não construíram e não era deles e, sim, da Nação brasileira.

A Privataria Tucana, livro de autoria do jornalista brasileiro Amaury Ribeiro Jr, ex-repórter especial da revista Isto É e de O Globo é ganhador de diversos prêmios Esso de jornalismo. Resultado de 12 anos de investigação sobre as privatizações no Brasil, contém cerca de 140 páginas de documentos fotocopiados que evidenciam que o então  ministro do Planejamento e futuro Ministro da Saúde de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), José Serra, recebeu propina de empresários que participaram dos processos de privatização no Brasil.

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Os documentos demonstram que FHC, Serra, políticos e pessoas ligadas a eles, realizaram, entre 1993 e 2003, movimentos de milhões de dólares, lavagem de dinheiro através de offshores - empresas de fachada que operam em paraísos fiscais no Caribe.

As investigações de Amaury sobre lavagem de dinheiro foram iniciadas quando fazia uma reportagem sobre o narcotráfico a serviço do Correio Braziliense. Depois de sofrer um atentado, foi transferido para o jornal O Estado de Minas, do mesmo grupo do Correio, e lá incumbido de investigar uma suposta rede de espionagem mantida por José Serra.

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Dentre as denúncias de irregularidades citadas está o envolvimento do empresário cearense Carlos Jereissati, proprietário da Infinity, no processo de compra da Telemar, com Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, e amigo de Serra, e a transferência de recursos de empresas brasileiras de propriedade de Jereissati para outras no exterior num intricado roteiro de lavagem de dinheiro.

Em outro possível caso de transação ilícita ligada às privatizações, o livro relata que dois ministros de FHC disseram ter ouvido do líder do consórcio comprador da Vale que Ricardo Sérgio exigiu dele uma comissão. Enquanto diretor do Banco do Brasil com influência na gestão dos fundos de pensão estatais, as empresas de Ricardo Sérgio venderam para a Previ um prédio por 62 milhões de reais, e compraram da Petros dois prédios por 11 milhões de reais, com dinheiro vindo de uma offshore caribenha.

O livro traz evidências de que Verônica Serra, filha de José Serra, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro acusado por inúmeros crimes de corrupção, Daniel Dantas, usaram três empresas chamadas Decidir para trazer 5 milhões de dólares do Citibank ao Brasil pelo trajeto Miami-Caribe-São Paulo, como forma de pagamento de propina cujo intuito era receber favorecimento nas privatizações, já que o Citibank comprou parte da Telebrás em associação com Daniel Dantas. Mais adiante, o livro relata que o marido de Verônica Serra, Alexandre Burgeois, usou uma empresa do Caribe para injetar 7 milhões de reais em outra no Brasil.

O uso de arapongas por José Serra, em seu período à frente do Ministério da Saúde, é relatado também pelo Privataria Tucana. Segundo ele, Serra utilizou serviços de arapongas, pagos com dinheiro público, para criar dossiês contra adversários políticos.

Foi em ação judicial onde Amaury Ribeiro Jr era réu que o jornalista obteve grande parte dos documentos constantes no livro. Uma reportagem na revista Isto É, na qual mencionava Ricardo Sergio, motivou o ex-caixa de campanha de Serra e FHC a entrar com o processo judicial contra o jornalista. Para se defender, o autor recorreu ao instrumento judicial, conhecido como "exceção da verdade", que obrigou a entrega  a Amaury de documentos da CPI do Banestado, fato que contribuiu muito para a investigação jornalística seguir a trilha do dinheiro das privatizações que comprovam as movimentações feitas entre os envolvidos.

A primeira edição, de 15 mil exemplares, esgotou-se no dia do lançamento, 9 de dezembro de 2011. Em 11 de dezembro aparece a primeira manchete sobre o livro em língua inglesa no Brasilian Post de Londres: "Boycotted by Brazil's Mainstream Media Book on Opposition's Corruption Becomes Instant Bestseller, o que em português quer dizer : Boicotado pela grande imprensa brasileira livro que fala sobre corrupção da oposição se transforma instantaneamente em bestseller.

Excetuando a revista Carta Capital e a Rede Record a grande imprensa brasileira não noticiou o lançamento do livro até 15 de dezembro de 2011. Cinco dias depois do lançamento, a grande mídia continuava a ignorar o "best-seller" e o jornalista Gilberto Maringoni da Carta Maior comentou que “um curioso espírito de ordem unida” havia baixado sobre a imprensa a respeito do tema. “Ninguém fura o bloqueio da mudez, numa sinistra brincadeira de vaca amarela”, escreveu.

Classificado pelo jornalista Luis Nassif, como "a reportagem investigativa da década", o livro A Privataria Tucana, com 120 mil exemplares vendidos, chegou ao topo da lista geral de vendas da primeira semana do ano 2012. "Steve Jobs" e "As esganadas", de Jô Soares, chegaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.

Parece que nosso Procurador Geral não é chegado à leitura de bestsellers nem tampouco de comentários a respeito. Sobre isso há juristas que afirmam que o conteúdo do livro seria suficiente para que figuras como José Serra e FHC sejam presos, a exemplo de outros ex-presidentes latino-americanos que também comandaram privatizações fraudulentas em seus países, como Fujimori, do Perú, Lozada, da Bolívia, e Salinas do México.

Não é sem razão que o livro mais polêmico e vendido do ano, A Privataria Tucana, está entre os finalistas do Prêmio Jabuti, na categoria Reportagem, o  prêmio mais prestigiado da literatura brasileira. O povo não é bobo. Faça o seu papel senhor Procurador Geral e deixe Lula e os cidadãos brasileiros em paz!

Dep. Chico Vigilante

Líder do Bloco PT/PRB

 

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