Detrito Federal

Novos vdeos do delegado Durval Barbosa comprometem at o atual governador do Distrito Federal

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247 – Palco do rock nacional, a cidade de Brasília teve uma banda punk de relativo sucesso na década de 80, chamada de Detrito Federal. Liderada pelo vocalista Cascão, ela emplacou um único hit, em que o band leader gritava: “Eu não pago água, eu não pago gasolina, eu não pago nada...”. A Brasília de hoje faz jus ao nome da banda punk. E a impressão que se tem é que não há uma única autoridade que escape à onda de escândalos, desde que o policial Durval Barbosa começou a revelar ao mundo os vídeos que produziu. Primeiro, ele derrubou o ex-governador José Roberto Arruda, que apareceu recebendo um maço de R$ 50 mil. Depois, vários parlamentares da Assembleia Legislativa apareceram em situações constrangedoras, dando origem ao “mensalão do DEM”. Mais recentemente, foi a vez de Jacqueline Roriz, filha do ex-governador Joaquim Roriz, aparecer recebendo R$ 50 mil – e ela, que é deputada federal, membro da comissão de reforma política, está ameaçada de perder o mandato. Agora, o alvo de Durval é ainda mais poderoso: o atual governador Agnelo Queiroz, eleito pelo PT. A história, publicada na revista Veja desta semana, revela que Agnelo foi também flagrado num vídeo de Durval, em que os dois aparecem conversando animadamente. Queiroz, por meio de sua assessoria, confirmou que esteve com Durval, mas nega ter recebido qualquer quantia. Diz apenas que se encontrou com o policial para assistir aos vídeos que comprometiam seus adversários políticos.

O escândalo do Distrito Federal também colocou em lados opostos as duas principais revistas semanais de informação. Enquanto Veja defende os benefícios da delação premiada, Istoé chega às bancas com uma reportagem que desqualifica o denunciante. O texto, assinado pelo jornalista Hugo Marques, aponta que Durval teria sido responsável por uma dos maiores esquemas de corrupção já vistos no País, desviando mais de R$ 430 milhões. De acordo com a reportagem, ele usaria diversos laranjas, que teriam procurações para adquirir imóveis de luxo em nome do delegado. E a revista aponta ainda que o Ministério Público defenderá o fim dos benefícios da delação premiada para Durval Barbosa, que hoje responde a mais de 30 processos. Seja como for, a impressão que se tem, para quem observa a cena do Distrito Federal, é que não sobra um homem digno na política da Capital Federal.

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