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Dilma: 'até reis defendem seus interesses nacionais'

Presidente afirmou ter ficado "indignada" com a abertura de investigação contra o ex-presidente, pelo procurador Valtan Timbó, do MP do Distrito Federal, por suspeita de tráfico de influência internacional em favor da Odebrecht; "No mundo, reis, príncipes, presidentes e ex-presidentes defendem as empresas e interesses nacionais. No Brasil, querem dizer que isso é crime?", questionou Dilma Rousseff, durante reunião com a coordenação política do governo nesta segunda-feira; ela pediu a seus ministros que façam uma defesa enfática de Lula; os dois se cumprimentaram hoje pelo Dia do Amigo por meio do Facebook

Presidente afirmou ter ficado "indignada" com a abertura de investigação contra o ex-presidente, pelo procurador Valtan Timbó, do MP do Distrito Federal, por suspeita de tráfico de influência internacional em favor da Odebrecht; "No mundo, reis, príncipes, presidentes e ex-presidentes defendem as empresas e interesses nacionais. No Brasil, querem dizer que isso é crime?", questionou Dilma Rousseff, durante reunião com a coordenação política do governo nesta segunda-feira; ela pediu a seus ministros que façam uma defesa enfática de Lula; os dois se cumprimentaram hoje pelo Dia do Amigo por meio do Facebook (Foto: Gisele Federicce)

247 – A presidente Dilma Rousseff se disse "indignada", nesta segunda-feira 20, com a abertura de um inquérito contra o ex-presidente Lula por suspeita de tráfico de influência internacional e no Brasil em favor da empreiteira Odebrecht.

Durante reunião com a coordenação política do governo, a presidente pediu a seus ministros que façam uma defesa enfática do ex-presidente neste momento de dificuldade para o petista, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

A investigação foi aberta pelo procurador Valtan Timbó, da Procuradoria do Distrito Federal, depois que a procuradora Mirella Aguiar já havia afirmado não haver indícios para uma investigação sobre o caso – apenas "narrativas do representante e da imprensa desprovidos de suporte provatório suficiente".

Na reunião com a coordenação política, Dilma questionou: "No mundo, reis, príncipes, presidentes e ex-presidentes defendem as empresas e interesses nacionais. No Brasil, querem dizer que isso é crime?".

Diante da notícia de abertura de inquérito, o Instituto Lula voltou a rebater as acusações do Ministério Público, como já havia feito em outras ocasiões, e pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público a suspensão da investigação, que de acordo com o ex-presidente, é "irregular" (leia mais).