Dilma cai, mas vence fácil com oposição empacada

Presidente recua para 38% das intenções de voto, mas seus adversários não se beneficiam; tucano Aécio Neves tem 16%, enquanto o pernambucano Eduardo Campos ostenta 10%; reeleição de Dilma seria obtida no primeiro turno, com relativa facilidade, segundo os números do Datafolha, que acabam de ser divulgados

www.brasil247.com - Presidente recua para 38% das intenções de voto, mas seus adversários não se beneficiam; tucano Aécio Neves tem 16%, enquanto o pernambucano Eduardo Campos ostenta 10%; reeleição de Dilma seria obtida no primeiro turno, com relativa facilidade, segundo os números do Datafolha, que acabam de ser divulgados
Presidente recua para 38% das intenções de voto, mas seus adversários não se beneficiam; tucano Aécio Neves tem 16%, enquanto o pernambucano Eduardo Campos ostenta 10%; reeleição de Dilma seria obtida no primeiro turno, com relativa facilidade, segundo os números do Datafolha, que acabam de ser divulgados (Foto: Sheila Lopes)


247 - Acabam de sair os números da pesquisa Datafolha. A presidente Dilma Rousseff caiu a 38%, mas seus adversários não se beneficiaram. Aécio Neves tem 16%, enquanto Eduardo Campos ostenta 10%. Neste quadro, Dilma venceria com facilidade no primeiro turno.

Leia, abaixo, a análise de Fernando Rodrigues, publicada em seu blog:

Aécio Neves é o candidato tucano com pior desempenho desde 2002

A pesquisa Datafolha realizada nos dias 2 a 3 de abril traz dois fatos políticos mais relevantes. Primeiro, que a intenção de votos de Dilma Rousseff cai em relação a fevereiro. Segundo, que nenhum dos candidatos de oposição se beneficiam disso neste momento.

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Em resumo, Dilma está mais frágil. Mas há também fragilidade dos nomes da oposição, sobretudo o que está em segundo lugar.

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Agora, no cenário com todos os possíveis candidatos, Dilma Rousseff (PT) tem 38%. O segundo colocado, Aécio Neves (PSDB), está com 16%. E Eduardo Campos (PSB) registra 10%. É importante dizer que a petista ainda venceria nesse cenário no primeiro turno. O percentual de votos nulos, em branco, indecisos e dos que dizem não saber quem escolher foi de 29%.

Na pesquisa dos dias 19 e 20 de fevereiro, Dilma tinha (também no cenário com todos os candidatos que se apresentaram até agora) 44% das intenções de voto. Aécio, 16%. Eduardo Campos,9%. Os votos nulos, brancos, indecisos “não sabe” eram de 26%.

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Como se observa, apesar de a petista enfrentar um desgaste no momento, os 6% dos eleitores que se desgarraram de Dilma parecem apenas estar fazendo um “pit stop” na categoria do “não voto” –ou distribuindo-se de maneira pulverizada até entre nanicos. A oposição se beneficia pouco da atual conjuntura.

O fato mais alarmante para os adversários do PT é protagonizado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG): ele tem o pior desempenho de um segundo colocado desde 2002. O tucano continua com uma pontuação nesta época da campanha inferior à que tiveram outros colegas de seu partido em pleitos anteriores num mês de abril do ano eleitoral.

Em 2002, José Serra tinha 22% no Datafolha de abril daquele ano (Lula, do PT, liderava com 32%). Em 2006, Geraldo Alckmin neste mês estava com 23%. E em 2010, Serra estava ainda liderando as pesquisas, com 40%.

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Eduardo Campos (PSB) está em terceiro lugar, com uma pontuação modesta de 10%. Mas esse desempenho é compatível com outros que estiveram como terceiros colocados em disputas passadas. E o político pernambucano é o menos conhecido entre os que estão na corrida pelo Planalto: 42% dizem ainda não conhecê-lo.

Aécio Neves e outros políticos de oposição costumam falar que no momento é muito difícil crescer nas pesquisas porque 1) os eleitores não estão pensando nesse assunto e 2) a presidente Dilma Rousseff está diariamente exposta (de forma direta) no noticiário televisivo ou (indiretamente) com obras do governo sendo mostradas em propagandas.

Tudo isso é verdade. Mas esse tipo de cenário também existia em eleições anteriores. Mesmo assim, os segundos colocados nas eleições passadas sempre estiveram mais bem posicionados do que Aécio Neves está hoje.

Leia, ainda, reportagem da Reuters sobre a pesquisa:

Dilma registra queda na aprovação e intenção de votos, diz Datafolha

5 Abr (Reuters) - A aprovação do governo da presidente Dilma Rousseff caiu cinco pontos em abril na comparação com fevereiro e atingiu 36 por cento, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada neste sábado, que mostrou também queda na intenção de votos mas que ainda assim ela seria reeleita no primeiro turno.

A popularidade de Dilma vinha mostrando recuperação após os protestos de junho do ano passado, quando chegou a 30 por cento, mas voltou a cair no início deste mês depois de ter se mantido em 41 por cento em novembro de 2013 e fevereiro deste ano.

A pesquisa ainda mostrou que o percentual dos que consideram seu governo regular subiu de 37 por cento em fevereiro a 39 por cento em abril. Entre os entrevistados que consideram sua gestão ruim ou péssima, a taxa passou de 21 por cento para 25 por cento neste mês, o mesmo que no final de junho.

Houve uma piora em relação à perspectiva sobre a inflação, com 65 por cento dos entrevistados acreditando que ela vai aumentar, contra 59 por cento em fevereiro. Já a parcela dos que acreditam que ela vai cair diminuiu 3 pontos, para 6 por cento.

Em relação às intenções de voto, houve uma queda de seis pontos para a presidente Dilma no principal cenário eleitoral, mas ainda assim a pesquisa aponta que ela seria reeleita no primeiro turno. Isso porque os principais adversários não cresceram.

O Datafolha apontou que a candidata do PT atingiu 38 por cento das intenções de voto, ante 44 por cento na pesquisa de 19 e 20 de fevereiro.

Aécio Neves, do PSDB, teria 16 por cento, sem alterações ante a pesquisa anterior. Eduardo Campos, dos PSB, registrou avanço de apenas um ponto e atingiu 10 por cento das intenções de voto.

Nos cinco cenários testados, a única que forçaria segundo turno seria a ex-senadora Marina Silva, do PSB, com 27 por cento dos votos, quatro pontos a mais do que em fevereiro. Ela fica 12 pontos atrás de Dilma.

A pesquisa foi realizada em 2 e 3 de abril e foram entrevistadas 2.637 pessoas em 162 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

(Texto de Camila Moreira)

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