Dilma comanda a massa: “vocês acham que houve um golpe no Brasil?”

"Siiiim", respondeu o teatro lotado, em Lisboa, que parou para ouvi-la nesta tarde; Dilma subiu ao palco com um cravo na mão, símbolo da revolução portuguesa, e fez um discurso emocionado em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores, que estão sob ataque desde que Michel Temer, que a traiu, subiu ao poder, graças a uma conspiração que envolveu políticos corruptos, citados na lista de Janot, grupos de comunicação e setores do Poder Judiciário, assim como empresários, que hoje veem seus negócios ruírem num Brasil destroçado; com status de popstar, Dilma foi ovacionada; "só a volta à democracia pode salvar o Brasil", afirmou; acompanhe ao vivo

"Siiiim", respondeu o teatro lotado, em Lisboa, que parou para ouvi-la nesta tarde; Dilma subiu ao palco com um cravo na mão, símbolo da revolução portuguesa, e fez um discurso emocionado em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores, que estão sob ataque desde que Michel Temer, que a traiu, subiu ao poder, graças a uma conspiração que envolveu políticos corruptos, citados na lista de Janot, grupos de comunicação e setores do Poder Judiciário, assim como empresários, que hoje veem seus negócios ruírem num Brasil destroçado; com status de popstar, Dilma foi ovacionada; "só a volta à democracia pode salvar o Brasil", afirmou; acompanhe ao vivo
"Siiiim", respondeu o teatro lotado, em Lisboa, que parou para ouvi-la nesta tarde; Dilma subiu ao palco com um cravo na mão, símbolo da revolução portuguesa, e fez um discurso emocionado em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores, que estão sob ataque desde que Michel Temer, que a traiu, subiu ao poder, graças a uma conspiração que envolveu políticos corruptos, citados na lista de Janot, grupos de comunicação e setores do Poder Judiciário, assim como empresários, que hoje veem seus negócios ruírem num Brasil destroçado; com status de popstar, Dilma foi ovacionada; "só a volta à democracia pode salvar o Brasil", afirmou; acompanhe ao vivo (Foto: Leonardo Attuch)

247, de Lisboa

– Vocês acham que houve um golpe no Brasil? – perguntou a presidente eleita e deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff.

– Siiiim – respondeu o teatro lotado, em Lisboa.

Convidada pela Fundação José Saramago a falar sobre democracia e neoliberalismo, Dilma – a presidente legítima do Brasil – foi tratada como popstar em Lisboa.

Já na chegada ao teatro, ela foi ovacionada pela plateia, aos gritos de "Dilma, guerreira, do povo brasileiro".

– Só a volta à Democracia pode salvar o Brasil – disse Dilma, que subiu ao palco do Teatro Trindade, um dos mais tradicionais de Lisboa, segurando um cravo vermelho, símbolo da revolução que derrubou a ditadura e devolveu a democracia a Portugal em 1974.

Ela também falou sobre os vários retrocessos do governo Temer, que, nesta quarta-feira 15, foi alvo de protestos gigantescos em várias capitais do Brasil.

– Essa emenda à Constituição aprovada no Brasil é algo que nenhum país do mundo aprovou. A população pode não sentir agora, mas vai afetar profundamente a saúde e a educação – disse Dilma, ao falar sobre a PEC que congelou gastos públicos por vinte anos.

Ela também disse que a reforma da Previdência tem como objetivo oculto matar o setor de seguridade pública, transferindo recursos para o setor financeiro privado.

– Vai enfraquecer a previdência pública. As pessoas vão pensar: Se eu não posso me aposentar integralmente, por que é que eu vou pagar a previdência? Isso diminui a previdência pública e com isso deslocam-se bilhões de dólares pra iniciativa privada.

A presidente Dilma também falou sobre mais um desastroso da era Temer: o primeiro aumento da desigualdade em 22 anos (leia mais aqui).

– Quando você aumenta a desigualdade, em qualquer país do mundo, isso significa que o governo não está atendendo as necessidades do povo. E com isso o povo se distância da política, que é substituída por símbolos e salvadores da pátria – pontuou Dilma, alertando para o risco da escalada fascista no Brasil.

- Tem golpe maior do que aplicar um programa que não foi aprovado nas urnas?, questionou ainda, lembrando da votação na Câmara dos Deputados que aprovou a abertura do processo de impeachment em abril do ano passado: "Vota no impeachment pelo marido e ele é preso no dia seguinte?"

Dilma reforçou o discurso de que existe um interesse no Brasil de tirar o ex-presidente Lula da próxima eleição. "Podem mudar a lei, dizendo que um presidente que já se elegeu duas vezes não pode concorrer para uma terceira", previu.

Enquanto Dilma brilha na Europa, o governo Temer chafurda na lama (leia aqui), com vários ministros atolados até o pescoço em esquemas de corrupção, assim como outros protagonistas do golpe, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e José Serra (PSDB-SP).

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