Dilma edita MP sobre salário mínimo e promete 'profundos cortes'

A presidente Dilma Rousseff editou nesta terça-feira a nova política para o salário mínimo que valerá de 2016 a 2019 e garantiu que o governo federal fará "profundos cortes" em seus gastos; "Queremos que esse dinheiro vá sustentar os gastos com projetos sociais", afirmou Dilma em cerimônia em Brasília, acrescentando que o ajuste fiscal é fundamental para o país

Brasília - DF, 24/03/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante assinatura da Medida Provisória da Política do Salário Mínimo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR.
Brasília - DF, 24/03/2015. Presidenta Dilma Rousseff durante assinatura da Medida Provisória da Política do Salário Mínimo. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR. (Foto: Romulo Faro)

247, com Agência Brasil

Ao assinar a medida provisória (MP) que estende a política de reajuste do salário mínimo até 2019, a presidenta Dilma Rousseff disse que a decisão do governo é reconhecimento de que as ações de crescimento da economia não se dão "em detrimento do trabalhador".

Segundo ela, o envio de uma MP ao Congresso foi resultado do diálogo com senadores e deputados da base aliada. Isso foi necessário porque a MP passa a vigorar com força de lei, o que permite trabalhar com as novas projeções, quando for analisado o Orçamento deste ano.

O projeto de lei 7.469/14, que tramitava no Congresso Nacional com o mesmo teor, foi retirado de pauta nesta terça-feira (24), após ter seu texto base aprovado, mas o governo não concordava com uma emenda que estendia a política de correção para os benefícios acima de um salário mínimo pagos pela Previdência Social.

A presidenta lembrou que em 2011 outra medida provisória foi enviada ao Legislativo estendendo a política daquela época até 2015, e que agora era necessária essa ação por parte do governo. De acordo com ela, não há atropelo com relação aos parlamentares, porque o governo está fazendo algo que lhe é característico: o "direito de iniciativa em algo que gera despesa".

A presidente assegurou que o governo federal fará "profundos cortes" em seus gastos. "Queremos que esse dinheiro vá sustentar os gastos com projetos sociais", afirmou Dilma em cerimônia em Brasília, acrescentando que o ajuste fiscal é fundamental para o país.

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