Dilma entrega casas e diz que “crise é passageira”

"É óbvio que sabemos que o Brasil está enfrentando algumas dificuldades, mas são dificuldades passageiras. Uma coisa é você ter que ajustar um pouco o orçamento, outra coisa é ter que reformar tudo. Não temos que reformar tudo, porque o Brasil tem uma base sólida", disse a presidente, ao particpar da entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida no município de Capanema, no Pará

"É óbvio que sabemos que o Brasil está enfrentando algumas dificuldades, mas são dificuldades passageiras. Uma coisa é você ter que ajustar um pouco o orçamento, outra coisa é ter que reformar tudo. Não temos que reformar tudo, porque o Brasil tem uma base sólida", disse a presidente, ao particpar da entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida no município de Capanema, no Pará
"É óbvio que sabemos que o Brasil está enfrentando algumas dificuldades, mas são dificuldades passageiras. Uma coisa é você ter que ajustar um pouco o orçamento, outra coisa é ter que reformar tudo. Não temos que reformar tudo, porque o Brasil tem uma base sólida", disse a presidente, ao particpar da entrega de casas do programa Minha Casa, Minha Vida no município de Capanema, no Pará (Foto: Paulo Emílio)

247 com Agência Brasil - A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (30), que a crise econômica é uma "dificuldade passageira". Segundo ela, não existe a necessidade de "ajustar tudo", mas de "ajustar um pouco o orçamento" de maneira a superar as dificuldades e superar a crise.

"É óbvio que sabemos que o Brasil está enfrentando algumas dificuldades, mas são dificuldades passageiras. Uma coisa é você ter que ajustar um pouco o orçamento, outra coisa é ter que reformar tudo. Não temos que reformar tudo, porque o Brasil tem uma base sólida", disse a presidente.

Dilma esteve na manhã desta segunda-feira no município de Capanema, no Pará, onde participou da entrega de 1.032 residências Programa Minha casa, Minha Vida.

O otimismo da presidente vai de encontro aos analistas do mercado financeiro que aumentaram a previsão de encerramento da Selic, a taxa básica de juros da economia, para este ano. Da projeção de 13% que vinha se sustentando há semanas, a estimativa passou para 13,25% ao ano no fim de 2015.

Está prevista ainda retração da atividade econômica mais forte do que antes. Investidores reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país), de queda de 0,78% para recuo de 1%.

As previsões estão no boletim Focus, pesquisa em instituições financeiras divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC). A mudança na expectativa para a Selic significa que o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC suba a taxa em mais 0,5 ponto percentual este ano. Em 2015, o Copom já aumentou a Selic em 1 ponto percentual, com duas elevações de 0,5 ponto percentual, nas reuniões de janeiro e março. O comitê se reúne mais uma vez nos dias 28 e 29 de abril.

O boletim manteve estável a projeção para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De 8,12%, a previsão passou a alta de 8,13%. A expectativa de alta pelos preços administrados, regulados pelo governo ou por contrato, subiu de 12,6% para 13%. A elevação de preços administrados – como os da energia e gasolina – responde por boa parte da inflação. A estimativa para o câmbio subiu de R$ 3,15 para R$ 3,20.

A estimativa da dívida líquida do setor público permaneceu em 38% do PIB. A estimativa do déficit em conta-corrente, que mede a qualidade das contas externas, caiu, ficando em US$ 77,1 bilhões, menor que os US$ 79,8 bilhões anteriores O saldo projetado para a balança comercial subiu de US$ 3,5 bilhões para US$ 4 bilhões. Os investimentos estrangeiros estimados diminuíram de US$ 56,5 bilhões para US$ 56 bilhões.

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