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Poder

Dilma, Lula e Joaquim?

Depois do primeiro operário e da primeira mulher, o “nunca antes na história deste país” pode também estar reservado para o primeiro negro na presidência da República

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Com Luiz Inácio Lula da Silva, “nunca antes na história deste país” um operário, representante da classe trabalhadora, havia ocupado o posto mais alto da República. Com Dilma, “nunca antes na história deste país”, uma mulher havia chegado lá. Nos últimos anos, o Brasil avançou no aspecto econômico, redistribuiu sua renda e ampliou sua mobilidade social. Portanto, por que não imaginar que o “nunca antes na história deste país” também possa estar reservado para o primeiro negro na presidência da República?

Agindo politicamente ou não, o fato é que Joaquim Barbosa, relator da Ação Penal 470, a do mensalão, deve ser levado em consideração na futurologia eleitoral. Aplaudido em bares, restaurantes e chamado de herói nas recepções em Brasília, ele se coloca apenas como um simples “barnabé”, um servidor público cumpridor dos seus deveres. Uma postura humilde e recatada, mas quem pode garantir que esse também não seja um discurso político ensaiado, num país em que, por tradição, quem chega ao poder rapidamente se lambuza?

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Nunca antes, na história brasileira, um negro foi tão longe graças ao mérito e ao estudo. Mineiro de Paracatu, Joaquim Barbosa cursou seu doutorado em Paris e fez carreira no Ministério Público. Indicado por Lula ao STF, ele presidirá a corte em novembro e chefiará o Poder Judiciário.

Em vez de motivo de orgulho do PT, passou a ser considerado um traidor pelo partido por sua atuação num julgamento que terá consequências profundas no imaginário brasileiro. Políticos e empresários poderosos presos eram coisas típicas de outros países – jamais do Brasil.

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Era assim. Não mais. E o resultado do mensalão, justo ou injusto, terá sido fruto, sobretudo da tenacidade de Joaquim Barbosa na defesa de seus argumentos – numa postura que também surpreende os que estão acostumados com o mito do homem cordial no Brasil. Joaquim Barbosa é, muitas vezes, duro e intransigente, ainda que sacrifique a tradicional “urbanidade” típica das rodas do poder.

Com ele, emerge um novo STF e um novo Poder Judiciário. Menos “garantista” e mais punitivo – portanto, mais popular, o que não significa que seja mais justo. Se isso rende votos ou não, é outra história.

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