Dilma na Lava Jato: nem investigação existiu

Ao contrário do que estampa a manchete da Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 5, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, não pediu o arquivamento de investigação contra a presidente Dilma Rousseff; motivo: não havia investigação; o que revela que a situação de Dilma é bem diferente da do senador Aécio Neves (PSDB), que foi citado em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef como sendo supostamente beneficiário de dinheiro de Furnas; Aécio Neves consta na lista que Janot recomenda arquivamento de inquérito ao Supremo Tribunal Federal; já o nome da presidente Dilma não foi remetido ao STF, segundo mostrou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira; observação é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Ao contrário do que estampa a manchete da Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 5, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, não pediu o arquivamento de investigação contra a presidente Dilma Rousseff; motivo: não havia investigação; o que revela que a situação de Dilma é bem diferente da do senador Aécio Neves (PSDB), que foi citado em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef como sendo supostamente beneficiário de dinheiro de Furnas; Aécio Neves consta na lista que Janot recomenda arquivamento de inquérito ao Supremo Tribunal Federal; já o nome da presidente Dilma não foi remetido ao STF, segundo mostrou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira; observação é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania
Ao contrário do que estampa a manchete da Folha de S. Paulo desta quinta-feira, 5, o procurador geral da República, Rodrigo Janot, não pediu o arquivamento de investigação contra a presidente Dilma Rousseff; motivo: não havia investigação; o que revela que a situação de Dilma é bem diferente da do senador Aécio Neves (PSDB), que foi citado em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef como sendo supostamente beneficiário de dinheiro de Furnas; Aécio Neves consta na lista que Janot recomenda arquivamento de inquérito ao Supremo Tribunal Federal; já o nome da presidente Dilma não foi remetido ao STF, segundo mostrou o jornal Valor Econômico nesta quinta-feira; observação é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania (Foto: Aquiles Lins)

247 - Há uma diferença substancial de informação nas manchetes principais da Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo desta quinta-feira, 5. Os dois principais jornais do país cravaram que o procurador geral da República, Rodrigo Janot, enviou os nomes da presidente Dilma Rousseff e do líder da oposição, senador Aécio Neves (PSDB), para na lista de políticos para o Supremo Tribunal Federal, mas recomendando ao STF que não abrisse investigação contra os dois.

A diferença é que a presidente Dilma não foi citada nas delações feitas à força-tarefa das investigações da Operação Lava Jato. Ao contrário do senador Aécio Neves, cujo nome foi mencionado em delação premiada pelo doleiro Alberto Youssef como sendo supostamente beneficiário de recursos da empresa Furnas.

Segundo o jornal Valor Econômico desta quinta-feira, o nome de Dilma não figura nessa lista e, portanto, o PGR não pediu arquivamento de processo contra ela como fez para Aécio.

O observação é de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania. "Segundo o Valor, o PGR pediu arquivamento de processo contra sete pessoas. Segundo informações fartamente veiculadas pela imprensa, uma das pessoas para as quais Janot pediu arquivamento é Aécio. Porém, segundo o mesmo Valor, Dilma não é uma das sete pessoas porque não figura na lista".

Confira abaixo o texto do blog da Cidadania.

Jornal Valor desmente que Dilma esteja na lista de Janot como Aécio

 

Nesta quinta-feira 5, jornais como Folha e Estadão igualaram Dilma Rousseff e Aécio Neves afirmando que ambos figurariam na lista de 54 nomes remetida ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, mas ressaltando que o PGR teria recomendado ao STF que não processe nenhum dos dois.

Confira, abaixo, reportagem da Folha de 5 de março de 2015, divulgada na internet por volta das 3 horas da manhã, e, depois de um comentário do Blog, matéria do jornal Valor Econômico da mesma data, porém divulgado no site do veículo às 11 horas e 15 minutos.

O que importa nessa matéria da Folha é, basicamente, o primeiro parágrafo. O jornal diz que “O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao Supremo Tribunal Federal que não abra investigações sobre a presidente Dilma Rousseff e seu adversário nas eleições de 2014, o senador Aécio Neves (…)” (sic).  Guarde bem essa informação, leitor.

Leia, agora, matéria do jornal Valor Econômico, que, também no primeiro parágrafo, diz o contrário da Folha.

É muito grave. Jornais como Folha e Estadão dizem que os nomes de Dilma e Aécio figuram na lista de 54 nomes que Janot encaminhou ao STF, mas que o PGR pediu arquivamento do caso de ambos. O jornal Valor diz o contrário, que o nome de Dilma não figura nessa lista e, portanto, o PGR não pediu arquivamento de processo contra ela como fez para Aécio.

Segundo o Valor, o PGR pediu arquivamento de processo contra sete pessoas. Segundo informações fartamente veiculadas pela imprensa, uma das pessoas para as quais Janot pediu arquivamento é Aécio. Porém, segundo o mesmo Valor, Dilma não é uma das sete pessoas porque não figura na lista.

Segundo o conjunto da imprensa está informando, nesta sexta-feira 6 o STF irá divulgar os 54 nomes que figuram na lista do procurador-geral da República. Aí o público saberá quem tem razão, se o Valor ou os outros jornais. Caso Dilma não figure na lista, haverá desmentido em destaque igual à informação veiculada incorretamente?

Este Blog vai esperar sentado.

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