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Dilma não quer guerra com o PSB de Eduardo Campos

Após reunião com o socialista, presidente deixou claro que não é para confundir eleições municipais com o projeto nacional, onde as duas legendas são aliadas há anos; “Reafirmamos o desejo de permanecer assim", informou Dilma através do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo

Dilma não quer guerra com o PSB de Eduardo Campos (Foto: Antonio Cruz/ABr e Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

PE247 – Coube ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, dar o recado da presidente Dilma Rousseff sobre a guerra entre o PT e o PSB nas eleições municipais. Conforme o auxiliar, após encontro, no Palácio da Alvorada, com o governador de Pernambuco e presidente nacional dos socialistas, Eduardo Campos, a petista garantiu que o entendimento entre as duas legendas, no que diz respeito à aliança nacional, permanece o mesmo. "A presidente disse muito bem que não é para confundir uma eleição municipal com um projeto nacional, onde somos aliados e estamos do mesmo lado há muitos anos e todos reafirmamos o desejo de permanecer assim", declarou o ministro.

Para reforçar a ideia de que a disputa entre PT e PSB ocorre em casos pontuais, Paulo Bernardo citou a parceria das duas legendas na eleição de São Paulo como exemplo de que há afinidade em locais estratégicos. "O PSB foi o primeiro partido a apoiar Fernando Haddad em um momento que parecia que iríamos ficar isolados", ressaltou, completando que "a aliança nacional se sobrepõe à questão local".

Garantindo que a paz está selada, o governador Eduardo Campos afirmou que o PSB tem a missão de ajudar a presidente Dilma a realizar um governo exitoso, para depois trabalhar pela reeleição da petista, em 2014. "Nossa tarefa é ajudá-la a fazer um grande governo e poder ser reeleita", assegurou o socialista.

Eduardo foi além e disse que se o PSB for lançar uma candidatura contra a da presidente Dilma, em 2014, deixaria o seu governo e levantaria um discurso de oposição. Ações que não estão sendo realizadas."Nós não entendemos como o PSB, a esta altura, vai colocar uma candidatura se não existe esse campo político e se nós fôssemos ter uma candidatura, nós deixaríamos o governo hoje e passaríamos a dizer à sociedade brasileira qual é a divergência que nos separa da presidente Dilma", asseverou Campos.