Dilma: ‘Não vou entrar na eleição municipal de SP’

A presidente confia ao vice Michel Temer que no cogita se envolver nas cidades em que PT e PMDB estiverem em lados opostos. Pior para Lula, que pretendia exibir a "famlia unida" nos palanques de Fernando Haddad, com o respaldo de uma aprovao recorde da gesto atual

Dilma: ‘Não vou entrar na eleição municipal de SP’
Dilma: ‘Não vou entrar na eleição municipal de SP’ (Foto: ED FERREIRA/AGÊNCIA ESTADOED FERREIRA/AGÊNCIA ESTADOED FERREIRA/AGÊNCIA ESTADO)

247 – O assunto das eleições municipais voltou ao Planalto. Dilma Rousseff disse reservadamente ao vice Michel Temer que não cogita envolver-se nas cidades em que PT e PMDB estiverem em palanques opostos.

Segundo o blogueiro Josias de Souza, trataram especificamente do caso de São Paulo, uma praça em que há a perspectiva de um embate entre o petê Fernando Haddad, endossado por Lula, e o pemedebê Gabriel Chalita, apoiado por Temer. “Não vou entrar”, disse Dilma.

Pior para o PT, que pretendia exibir a « família Lula » nos palanques de Fernando Haddad em ano de aprovação recorde do governo. O Datafolha atribuiu a Dilma taxa de aprovação de 59% no primeiro ano de gestão. Bateu o Lula do primeiro ano do segundo reinado: 50%.

“A eleição de São Paulo é emblemática e teremos uma atenção especial”, ressaltou o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Geraldo Magela. Segundo ele, há ainda a busca por uma aliança com o PMDB, comandado pelo senador Valdir Raupp (RO) e pelo vice-presidente Michel Temer. O peemedebista defende, entretanto, uma candidatura própria tendo na cabeça de chapa o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP). “Sem dúvida uma aliança entre PT e PMDB seria a desejada. Mas, se não ocorrer, vamos trabalhar com um pacto de não agressão”, adiantou Magela.

A presidente da República já deu, no fim de 2011, uma pista de como pretende se comportar até as eleições municipais de outubro. Dilma indica que adotará diante das urnas um critério diferente do que foi seguido por Lula. Amante dos microfones, ele apoiava todos os candidatos filiados a partidos “aliados”. Na prática, nem sempre funcionou.

Dilma tem apreço por Haddad, mas não é alheia ao deputado federal Chalita. A imagem de "técnica" garantirá à presidente a desculpa ideal para que ela se ausente dos palanques, sobretudo no primeiro turno.

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