Dilma para Wyllys: “acredito que esta tragédia vai passar porque vamos lutar juntos contra o atraso”

A presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, agradeceu ao ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL), que repudiou a pretensão do ministro Sérgio Moro (Justiça) de prendê-la. "Eu acredito que esta tragédia vai passar porque todos nós vamos lutar juntos contra o atraso, o retrocesso, o autoritarismo e a violência de um estado opressor", disse ela

(Foto: Reprodução)

247 - A presidente deposta pelo golpe de 2016, Dilma Rousseff, agradeceu ao ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL), que repudiou a pretensão do ministro Sérgio Moro (Justiça) de prendê-la no âmbito das investigações de supostas doações do Grupo J&F a políticos em 2014. 

"Saiba, meu querido, que eu quero estar sempre na trincheira ao teu lado. Juntos, vamos oferecer o melhor de nossa capacidade de resistência para superar este momento difícil de nosso país. Eu acredito que esta tragédia vai passar porque todos nós vamos lutar juntos contra o atraso, o retrocesso, o autoritarismo e a violência de um estado opressor. Como já fizemos em outros momentos da história", escreveu Dilma, conforme nota divulgada em seu site. 

"Você sabe que também pode contar comigo para o que der e vier. Pela dignidade e pela grandeza que sempre demonstrou, você é um ser humano fantástico", disse.

No Facebook, Wyllys escreveu: "As facções políticas (incluindo aí as organizações criminosas na cidade e no campo) que perpetraram o golpe contra seu governo - com o objetivo de garantir a si mesmas privilégios, lucros obscenos e impunidade em seus (delas, das facções) crimes - estão em guerra pelo poder desde então. A prisão do Lula, a intervenção militar no Rio de Janeiro feita pelo governo do crápula que lhe traiu e ao PT, Michel Temer, e a posterior execução de Marielle Franco são as consequências dessa guerra entre as forças políticas de direita que produziram a ruptura com a democracia em 2016".

"Você sabe, Dilma, que nem mesmo o alinhamento dessas facções golpistas em torno da figura de Bolsonaro nas eleições de 2018 (àquela altura já instrumentalizada e turbinada pelos plutocratas da extrema-direita americana) garantiu a paz entre elas", acrescentou (veja mais aqui).

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