Dilma se cala sobre Palocci; fogo cruzado continua

Ao lado do ministro, presidente no responde a jornalistas a respeito da situao dele no governo; chefe da Casa Civil aumentou 20 vezes o seu patrimnio

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Rodolfo Borges_247, de Brasília – A presidente Dilma Rousseff permanece sem se manifestar sobre o expressivo aumento da renda do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Durante a entrevista coletiva sobre o encontro com o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, a presidente limitou-se a fazer uma "declaração à imprensa" acerca dos assuntos debatidos na reunião, sem abrir para perguntas. O ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci, estava presente à entrevista, e também não se manifestou.

Questionada pelos jornalistas mais cedo sobre o assunto, enquanto esperava a chegada do primeiro-ministro estrangeiro, a presidente disse apenas que, assim como ela, Palocci ia bem de saúde. “Nós todos estamos saudáveis. Nós todos estamos bem neste país”, disse, afastando os boatos de que sua saúde vai mal. A renda de Palocci foi multiplicada por 20 nos últimos quatro anos, como decorrência, segundo o próprio ministro, de sua atuação como consultor. Os deputados da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara devem votar nesta quarta-feira uma proposta de convocação para que Palocci se explique ao Congresso Nacional.

No encontro com o primeiro-ministro sueco, Dilma discutiu a necessidade de promover iniciativas no âmbito de “nossa parceria estratégica nas áreas de bioenergia, meio ambiente e de educação e inovação”. Segundo a presidente, a Suécia e uma tradicional e importante investidora no Brasil, com mais de 200 empresas no país, que empregam mais de 50 mil pessoas e faturam ao todo anuais US$ 22 bilhões. A presidente lembrou ainda que o comércio entre os dois países triplicou entre 2003 e 2008.

Dilma voltou a falar sobre as 75 mil bolsas que o governo deve oferecer até 2014, manifestando interesse de que “parte dos estudantes possa ser aproveitado em instituições de ensino suecas”, principalmente nas áreas de ciências exatas e médicas. A presidente aproveitou para reforçar a indicação de José Graziano para a direção da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

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