Dirceu diz que oposição no País está em estado terminal

"A oposio no tem eco na sociedade", afirmou o ex-ministro da Casa Civil, no discurso de abertura do VII Congresso dos Metalrgicos do ABC

Dirceu diz que oposição no País está em estado terminal
Dirceu diz que oposição no País está em estado terminal (Foto: WILLIAM VOLCOV/AGÊNCIA ESTADO)
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O ex-ministro chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu afirmou na noite de hoje, em discurso para cerca de 450 sindicalistas, que a oposição está "em estado terminal e sem discurso" e que os partidos contrários ao governo Dilma criam, ainda, um clima para desestabilizar a atual administração petista. "O DEM está praticamente em estado terminal e o PSDB está profundamente dividido. A oposição não tem eco na sociedade", afirmou o ex-ministro da Casa Civil, no discurso de abertura do VII Congresso dos Metalúrgicos do ABC.

No discurso, Dirceu rebateu também as afirmações do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso, em Washington, de que a presidente Dilma Rousseff está tendo agora que desmontar um esquema de corrupção criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "A corrupção na administração pública, no Estado, no governo não significa corrupção do governo, da presidente ou do partido. Isso é preciso provar e comprovar", frisou.

Em seu pronunciamento de cerca de 40 minutos, o deputado cassado citou que as mobilizações no País contra a corrupção fazem parte da agenda petista. E afirmou que o fim das votações secretas no Congresso, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a garantia de plenos poderes para o Conselho Nacional de Justiça são bandeiras do PT. "Essa agenda (anticorrupção) também é nessa agenda."

Ainda no discurso que proferiu, o ex-ministro acusou a imprensa, em geral, de estar a serviço da oposição. "O PT se consolidou (no governo), apesar do ataque e da guerra que fizeram contra o partido em 2005 e 2009 e da tentativa de desestabilizar e de dar um golpe a partir da crise de 2005", disse Dirceu, réu no processo conhecido como "Mensalão".

Os sindicalistas pretendiam fazer nesta noite uma homenagem ao ex-presidente Lula, usando máscaras que seriam compradas na Escola de Samba Gaviões da Fiel, retratando Lula. De acordo com a assessoria de imprensa do sindicato, porém, a homenagem não pôde ser feita porque as 12 mil máscaras produzidas pela escola já haviam sido distribuídas para a torcida corintiana, que deverá usá-las no jogo do próximo domingo. Após o discurso, o ex-ministro evitou a imprensa e deixou o evento sem dar entrevista.

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