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Disputa ao Senado põe em risco todas as vagas de PSB, Podemos, PSDB e Novo

As quatro legendas terão 12 cadeiras em jogo em um cenário de renovação de dois terços do Senado nas eleições gerais de 2026

Plenário do Senado (Foto: Antonio Cruz/Ag. Brasil )

247 - A corrida pelas vagas ao Senado Federal nas eleições gerais de 2026 tende a ser especialmente sensível para quatro partidos: PSB, Podemos, PSDB e Novo. As legendas enfrentarão um cenário de alto risco eleitoral, já que todas as cadeiras que ocupam atualmente estarão em disputa neste ano.

Juntas, essas quatro siglas somam 12 vagas no Senado, hoje ocupadas por parlamentares que encerram seus mandatos ao fim de 2026. O levantamento foi feito pela CNN Brasil, com base na composição da Casa em exercício no dia 20 de janeiro.

A situação é semelhante à vivida por MDB e PDT. Cada uma dessas legendas terá apenas uma cadeira garantida após o pleito, enquanto todas as demais vagas atualmente ocupadas por seus senadores estarão em disputa.

O contexto se explica pelo modelo de renovação do Senado. Neste ano, dois terços da Casa serão renovados, o equivalente a 54 das 81 cadeiras. O mandato de senador é de oito anos e, a cada quatro anos, são eleitos alternadamente um ou dois terços da composição do Senado.

No MDB, por exemplo, a bancada conta hoje com dez senadores. Nove deles concluem o mandato neste ano. A única exceção é Renan Filho (MDB-AL), eleito em 2022 e com mandato até 2030. Atualmente licenciado para ocupar o cargo de ministro dos Transportes, sua vaga está sendo exercida pelo suplente Fernando Farias (MDB-AL).

Maior bancada partidária do Senado, o PL terá 47% de suas cadeiras em disputa. Sete dos 15 senadores filiados à legenda encerram o mandato em 2026. A eleição mobiliza aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscam ampliar a presença do partido na Casa. O Senado é estratégico porque cabe aos senadores analisar indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apreciar pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

O PSD, segunda maior bancada do Senado com 14 parlamentares, também enfrentará uma renovação expressiva. Ao todo, 78,6% de seus senadores terão o mandato encerrado neste ano, o que coloca a legenda entre as mais expostas ao resultado das urnas.

O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, terá seis das nove cadeiras atuais em disputa, o equivalente a 66,7% de sua bancada. A base governista trabalha para ampliar sua presença no Senado como forma de garantir sustentação política em um eventual novo mandato presidencial.

Nem todos os atuais senadores petistas, porém, devem buscar a reeleição. Após três mandatos consecutivos, o senador Paulo Paim (RS), um dos quadros históricos do partido, já anunciou que não será candidato e deve se aposentar da vida parlamentar.

O número final de cadeiras em disputa por cada partido ainda pode sofrer alterações em razão da chamada “janela partidária”. A legislação eleitoral permite que deputados e senadores troquem de legenda sem risco de perda do mandato durante um período específico, que começa em abril e dura 30 dias, seis meses antes das eleições.

As Eleições Gerais de 2026 serão realizadas em outubro. As chapas e alianças partidárias devem ser definidas nas convenções, autorizadas entre 20 de julho e 5 de agosto. Após esse período, os partidos terão até o dia 15 de agosto para registrar oficialmente seus candidatos junto à Justiça Eleitoral.