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'Dizer que a gente sabia da Petrobras é absurdo'

Em entrevista à Deutsche Welle, rede pública alemã de rádio e televisão, presidente afirmou que "um dos ônus [de se combater a corrupção] é acharem que nós é que fazemos a corrupção"; Dilma Rousseff ressaltou, porém, que "esse ônus é insignificante" perto do fato de que o Brasil mudou; sobre o esquema investigado na Lava Jato, ela declarou: "Dizer que a gente sabia da corrupção na Petrobras, é um absurdo. Para descobrir a corrupção na Petrobras foi necessário que a PF, o MP, o STF, o Judiciário todo se estruturasse para fazer a investigação, e só se conseguiu investigar através do instituto legal chamado delação premiada"; ontem, à TV France 24, ela assegurou ser "impossível" estar ligada ao esquema

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Em entrevista à Deutsche Welle, rede pública alemã de rádio e televisão, presidente afirmou que "um dos ônus [de se combater a corrupção] é acharem que nós é que fazemos a corrupção"; Dilma Rousseff ressaltou, porém, que "esse ônus é insignificante" perto do fato de que o Brasil mudou; sobre o esquema investigado na Lava Jato, ela declarou: "Dizer que a gente sabia da corrupção na Petrobras, é um absurdo. Para descobrir a corrupção na Petrobras foi necessário que a PF, o MP, o STF, o Judiciário todo se estruturasse para fazer a investigação, e só se conseguiu investigar através do instituto legal chamado delação premiada"; ontem, à TV France 24, ela assegurou ser "impossível" estar ligada ao esquema (Foto: Gisele Federicce)
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247 – Em mais uma da série de entrevistas a veículos de imprensa europeus, a presidente Dilma Rousseff afirmou à Deutsche Welle, rede pública alemã de rádio e televisão, que "um dos ônus [de se combater a corrupção] é acharem que nós é que fazemos a corrupção". Ela lembrou, porém, que o Brasil mudou nessa questão, pois "nunca antes quem corrompia era preso, nem tampouco quem era corrompido. Agora é".

"Um dos ônus é acharem que nós é que fazemos a corrupção. Mas esse ônus é insignificante perto do fato de que eu posso lhe garantir que o Brasil, nesta área, mudou. Nunca antes no Brasil quem corrompia era preso, nem tampouco quem era corrompido. Agora é", declarou a presidente.

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"É óbvio que o Brasil precisa fazer uma reforma política. É óbvio, e isso nós temos há muito tempo discutido e insistido. Nós do governo somos contra financiamento empresarial de campanha. A contribuição tem de ser de pessoa física e não de pessoa jurídica. Infelizmente, isso não passou no Congresso", acrescentou Dilma.

Ela declarou também ser um "absurdo" dizerem que ela ou outras pessoas do governo sabiam do esquema investigado pela Polícia Federal. "Dizer que a gente sabia da corrupção, por exemplo, na Petrobras, é um absurdo. Para descobrir a corrupção na Petrobras foi necessário que a PF, o MP, o STF, o Judiciário todo se estruturasse para fazer a investigação, e só se conseguiu investigar através do instituto legal chamado delação premiada".

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Segundo ela, "esse poder de saber o que estava acontecendo implica uma visão extremamente ingênua sobre a corrupção. A corrupção é feita escondida. Ela é escamoteada, ela é coberta. Descobri-la envolve muito mais do que uma pessoa saber". Ontem, em entrevista à TV France 24, a presidente assegurou ser "impossível" estar ligada ao esquema da Lava Jato.

Questionada sobre a questão da Venezuela, Dilma defendeu que haja democracia e respeito às oposições. Mas em resposta às críticas de que o Brasil deveria adotar uma posição mais firme, respondeu: "Nós não somos golpistas no Brasil, nós não somos a favor de interferências e intervenções dentro de países irmãos. Nós não fazemos isso. Nós somos um país eminentemente pacífico".

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Sobre o escândalo da Fifa, não demonstrou surpresa: "Atualmente, em relação ao mundo, eu não me surpreendo com nada". Mas disse que a investigação pode "servir para transformar a Fifa num órgão mais transparente e que não deixe a menor fresta para corrupção, vai ser uma grande conquista. Fico triste por um brasileiro estar preso, porém, acho que, se ele tem qualquer responsabilidade, tem que responder pelo que fez".

Confira aqui a íntegra da entrevista ao DW.

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