Dodge escolhe procuradora ‘linha-dura’ para chefiar área à qual Lava Jato é subordinada

A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciou o nome da procuradora que irá chefiar a área criminal da PRG, setor ao qual a Lava Jato está subordinada; Raquel Branqunho tem 46 anos, 20 deles atuando como procuradora e é especializada em casos de desvio de dinheiro público

Brasilia - A procuradora da República que integra a Força Tarefa da Operação Zelotes, Raquel Branquinho Pimenta Mamede Nascimento, fala sobre a operação (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasilia - A procuradora da República que integra a Força Tarefa da Operação Zelotes, Raquel Branquinho Pimenta Mamede Nascimento, fala sobre a operação (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, escolheu para chefiar a área criminal uma procuradora tida como linha-dura e por não jogar fácil com políticos e empresários em problemas com a Justiça.

Raquel Branquinho irá comandar a Secretaria Penal da Procuradoria-Geral da República, à qual o grupo de trabalho da Lava Jato será subordinado. Branquinho tem histórico de de combate a desvios de dinheiro público e é vista como uma das melhores investigadoras criminais do Ministério Público.

Com 46 anos, Raquel dedicou 20 ao Ministério Público Federal. Foi no Rio que ela se especializou na área criminal e atuou em casos como o Marka-FonteCindam, que investigou presidente e diretores do Banco Central e levou o banqueiro Salvatore Cacciola à cadeia.

Do Rio foi para Brasília, onde já teve passagem pela Procuradoria-Geral da República, ajudando na elaboração da denúncia do mensalão. Já em Brasília, Raquel atuou no caso Banestado – caso de desvio de dinheiro no banco estadual do Paraná.

Nascida em Franca, Raquel fez faculdade de Direito na Unesp. No interior paulista, os procuradores não tinham área de especialização e faziam desde ações criminais até questões de tutela coletiva, como defesa do direito ambiental.

Raquel, disseram colegas próximos, não é de perfil acadêmico, mas operacional. Não optou pelo mestrado. Segundo os colegas de Brasília, a procuradora não espera um despacho escrito chegar à sua mesa. Se depende que uma diligência seja feita, vai conversar com o delegado e procura integrar os órgãos envolvidos na produção de provas - polícia, Receita e Ministério Público.  

 

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