Dulci, assessor de Lula: 'Dilma deveria dialogar mais'

Ex-secretário-geral da Presidência e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci avalia que o governo Dilma enfrenta uma série de dificuldades para dialogar com os movimento sociais e explicar à sociedade a necessidade dos ajustes econômico e fiscal que pretende implementar; em entrevista ao cientista político Rudá Ricci, ele destacou que, apesar do catastrofismo pregado pela oposição em torno da economia, a situação não é tão grave como a alardeada

Ex-secretário-geral da Presidência e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci avalia que o governo Dilma enfrenta uma série de dificuldades para dialogar com os movimento sociais e explicar à sociedade a necessidade dos ajustes econômico e fiscal que pretende implementar; em entrevista ao cientista político Rudá Ricci, ele destacou que, apesar do catastrofismo pregado pela oposição em torno da economia, a situação não é tão grave como a alardeada
Ex-secretário-geral da Presidência e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci avalia que o governo Dilma enfrenta uma série de dificuldades para dialogar com os movimento sociais e explicar à sociedade a necessidade dos ajustes econômico e fiscal que pretende implementar; em entrevista ao cientista político Rudá Ricci, ele destacou que, apesar do catastrofismo pregado pela oposição em torno da economia, a situação não é tão grave como a alardeada (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ex-secretário-geral da Presidência da República e diretor do Instituto Lula, Luiz Dulci, avalia que o governo da presidente Dilma Rousseff enfrenta uma série de dificuldades para dialogar com os movimento sociais e explicar à sociedade a necessidade dos ajustes econômico e fiscal que pretende implementar.

Ele também destaca que a presidente Dilma precisa trabalhar para melhorar a articulação política de maneira a consolidar sua base política no Congresso.

"Ela nem sempre consegue explicar suas medidas. Há um problema de diálogo com a sociedade", avalia.

Dulci, que concedeu entrevista ao cientista político Rudá Ricci, disse que apesar do catastrofismo pregado pela oposição em torno da economia, a situação não é tão grave como a alardeada. Ele também defendeu a necessidade dos ajustes anunciados pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

"O ajuste é necessário. Houve um certo descontrole fiscal", afirmou. Segundo ele, apesar das medidas amargas, os resultados positivos serão sentidos a médio prazo. "O País vai voltar a crescer gradativamente", avaliou.

Para o ex-ministro, porém, os desafios políticos são maiores que os da economia e o governo precisa atuar em várias frentes para poder superá-los.

Segundo Dulci, é preciso que a presidente Dilma coloque na pauta uma linha geral com os pontos programáticos de maneira a formalizar uma aliança em torno dos programas que possibilitaram a coligação dos diversos partidos da base governista nas últimas eleições.

"No Brasil não se governa sem alianças", destacou. Segundo ele, isso é possível "desde que a presidente se dedique mais a isso".

Confira abaixo a primeira e a segunda parte da entrevista. 

 

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