Eis a ficha de quem governa o Brasil: corrupção, obstrução e organização criminosa

Pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer aponta que o peemedebista cometeu crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça no âmbito da Lava Jato durante o exercício do mandato; segundo o documento da PGR, Temer recebeu cerca de R$ 15 milhões em propinas da JBS; o pedido de inquérito também trata do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR); Janot se baseia principalmente em quatro gravações de áudio entregues pelo empresário Joesley Batista, da JBS

(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR
(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Gisele Federicce)

247 - O pedido de abertura de inquérito elaborado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer revela bem a ficha do político que hoje governo o país.

Janot vê indícios dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça no âmbito da Lava Jato cometidos pelo peemedebista durante o exercício do mandato.

É "importante registrar que um dos delitos em tese cometidos é o de corrupção passiva, o qual, como é sabido, pressupõe justamente o exercício de cargo, emprego ou função pública por parte do agente", diz Janot.

O PGR cita ainda que havia pedido instauração de inquérito em face de autoridades detentoras de foro privilegiado, "pela possível prática dos crimes" de "constituição e participação em organização criminosa (art. 2° da Lei 12850/13) e obstrução à investigação de organização criminosa (art. 2°, § 1º da Lei 12850/13)".

Segundo o documento da PGR, o presidente recebeu cerca de R$ 15 milhões em propinas da JBS, de acordo com delação de Ricardo Saud, diretor da companhia.

O pedido de inquérito também trata do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Janot se baseia principalmente em quatro gravações de áudio entregues pelo empresário Joesley Batista, da JBS.

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