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Poder

Eles são mesmo aliados?

Arelao entre Dilmae Temer nunca foi to ruim. E j se diz queDilma corre o risco de no terminar seu mandato

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Leonardo Attuch_247 – A imagem acima data de ontem, 10 de agosto de 2011. Deveria retratar os dois principais aliados de um governo majoritariamente aprovado pela população. Com bons índices de popularidade e a economia brasileira razoavelmente protegida da crise internacional, os dois deveriam sorrir na imagem. Mas as lentes dos fotógrafos de Brasília, em geral, captam bem mais do que as palavras revelam. A presidente Dilma Rousseff e seu vice Michel Temer já não podem ser chamados de aliados. São, no máximo, inimigos cordiais.

O clique foi feito numa reunião dos dois com os partidos da base aliada, com o objetivo de recompor a articulação política do governo – se é que existe articulação em Brasília. Um partido, o PR, já debandou depois da crise no Ministério dos Transportes. E o clima é de rebelião no PMDB, golpeado em duas trincheiras: a Agricultura e o Turismo. A situação parece tão grave que ontem a presidente Dilma teve de se reunir, a portas fechas, com o ex-presidente Lula. E ele sugeriu a ela que não esticasse demais a corta em relação ao PMDB.

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Mais grave ainda é a ponderação feita pelo líder de fato do PT, José Dirceu. Segundo informação publicada hoje na coluna do jornalista Claudio Humberto, Dirceu teria tido conversas reservadas com políticos da base aliada, incluindo o senador José Sarney – um dos alvos da Operação Voucher, da Polícia Federal. De acordo com o colunista, Dirceu estaria “apavorado” com os erros da presidente Dilma no relacionamento com o Congresso e teria manifestado o temor de que ela não consiga concluir o seu mandato. Claudio Humberto lembra ainda que o último presidente que pretendeu governar ignorando o Congresso acabou derrubado por um impeachment – detalhe: ele foi o porta-voz de Fernando Collor.

Embate com a PF

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No centro da crise aguda entre o governo Dilma e o PMDB, está a Operação Voucher, da Polícia Federal. Hoje, os jornais circulam com inforamações aparentemente contraditórias. De um lado, os vazamentos da PF revelam que o senador José Sarney seria o grande beneficiário dos desvios de R$ 3 milhões no Ibrasi, que firmou convênios irregulares com o Ministério do Turismo. De outro, fontes palacianas informam que Dilma Rousseff teria mandado enquadrar a Polícia Federal, depois que a Operação Voucher lhe criou uma grave crise política. Serão as duas informações verdadeiras ou uma delas é apenas jogo de cena, para acalmar os ânimos dos aliados peemedebistas?

Se a Operação Voucher já criou uma grande crise, imaginem então quando – e se – a Polícia Federal retomar a Operação Boi Barrica, que tem como alvo principal o empresário Fernando Sarney, que vem a ser filho do presidente do Congresso.

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Leia também aqui uma reportagem anterior do 247 sobre a guerra entre Dilma e Temer e os artigos de Hélio Doyle e Hugo Studart sobre a tensão política em Brasília.

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