Em 10 anos, governo gastou R$ 500 mi com cartão corporativo

Foram despendidos R$ 462.560.739,31 de 2002 a 2012, mostra levantamento do portal Terra. O ápice ocorreu no último ano do governo Lula, 2010, quando R$ 80 milhões foram gastos, 42,32% mais que o despendido em 2012. No primeiro ano do governo Dilma, ocorreu uma redução de 26,6% nos gastos com cartões (de R$ 80 milhões para R$ 58,7 milhões)

Em 10 anos, governo gastou R$ 500 mi com cartão corporativo
Em 10 anos, governo gastou R$ 500 mi com cartão corporativo (Foto: Edição 247)
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247 - Os integrantes dos governos Lula e Dilma gastaram R$ 462.560.739,31 nos últimos 10 anos por meio de cartões corporativos, mostra levantamento foi feito pelo portal Terra (leia). Esses cartões deram alguma dor-de-cabeça ao então presidente Lula em 2008, quando denúncias de má utilização do dinheiro plástico levaram à queda da então ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.

De acordo com o levantamento, o ápice dos gastos ocorreu no último ano do governo Lula, em 2010, quando R$ 80 milhões foram gastos, 42,32% a mais, por exemplo, do que o despendido em 2012. O valor contrasta com os gastos durante o governo Dilma. No primeiro ano de gestão da presidente, ocorreu uma redução de 26,6% nos gastos com cartões (de R$ 80 milhões para R$ 58,7 milhões).

O Portal da Transparência indica que atualmente existem 20,8 mil servidores com a prerrogativa de utilizar um cartão corporativo. Ele deve ser usado para compras de materiais de escritório, prestação de serviços, para o pagamento de despesas de hospedagem de ministros e até para saques em dinheiro. Assim, ele já foi usado inclusive para compras em free shops e para a hospedagem de familiares de ministros durante compromissos oficiais.

A instituição que mais gastou durante os últimos 10 anos foi a Presidência da República, que acumulou R$ 135,6 milhões em compras. Em segundo lugar aparece o Ministério do Planejamento, com R$ 80,4 milhões. O terceiro é o Ministério da Justiça, com pouco mais de R$ 60 milhões. Na sequência, Ministério da Educação, com R$ 36,4 milhões, e Ministério do Desenvolvimento Agrário, com R$ 27 milhões.

 

 

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