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Em caso de cassação no TSE, Temer manobra por sua eleição indireta no Congresso

Governo e oposição já trabalham com a provável cassação da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral; considerando o precedente do impeachment, quando Dilma Rousseff foi destituída, mas não perdeu os direitos políticos, aliados de Temer querem que ele, mesmo cassado, seja candidato em eleição indireta no Congresso; já a oposição vai pressionar por eleições diretas

Bras�lia, DF, Brasil: O Presidente interino, Michel Temer, recebe, em seu gabinete, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, o presidente da C�mara, Rodrigo Maia, e o l�der do governo na C�mara, Andr� Moura. (Foto: Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Governo e oposição estão convencidos de que será em maio o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer no TSE. E o cenário mais provável é o da cassação. A aposta é que o tribunal não dividirá a chapa em relação ao crime de abuso de poder econômico, mas dará uma pena proporcional à responsabilidade de cada um. Há o precedente do impeachment, quando Dilma perdeu o mandato mas manteve os direitos políticos. Agora, ela ficaria inelegível e Temer, embora cassado, poderia disputar eleições.

As informações são da coluna Poder em jogo de O Globo.

"Os dois lados buscam argumentos jurídicos para questionar o STF sobre o dia seguinte a uma eventual cassação do presidente. Para governistas, haveria eleição indireta, com Temer candidato. Para a oposição, a eleição deve ser direta. Nesse cenário, enquanto o STF não decidir, o Planalto seria ocupado por Rodrigo Maia, fiel aliado de Temer."