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Em dois anos, Bolsonaro acumula mais ações de partidos no STF que a soma dos processos contra Lula, Dilma e Temer

Desde o início do mandato, Jair Bolsonaro já sofreu ao menos 185 questionamentos impetrados por partidos políticos junto ao STF, contra 144 dos seus antecessores

Em dois anos, Bolsonaro acumula mais ações de partidos no STF que a soma dos processos contra Lula, Dilma e Temer (Foto: ABr | Marcos Corrêa/PR)

247 - Nos dois anos em que está à frente do Poder Executivo, Jair Bolsonaro acumula mais ações impetradas por partidos políticos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) do que a soma de todos os processos registrados durante os mandatos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de Michel Temer. Segundo reportagem do jornal O Globo, Bolsonaro já sofreu ao menos 185 questionamentos - por meio de Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) ou de Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) -, contra 144 dos seus antecessores. 

Com 39 ações, a Rede Sustentabilidade é o partido com o maior número de ações envolvendo o ex-capitão. Em seguida, estão o PSB (38), PDT (33) e PT (29). “Quando o presidente vai além de sua competência é um dever dos partidos recorrer à Justiça. O Parlamento se renuncia a fazer a política e a Constituição nos garante esse direito. O governo tem tendência autoritária. Tem dificuldade de se moldar à atividade política e tende a ter medidas, tanto decretos, quanto medidas provisórias inconstitucionais. Não deixaremos passar”, disse o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. 

 

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, ressaltou que as ações não são uma judicialização da política. “Não é judicialização da política, mas usar instrumentos legais para barrar medidas que acreditamos ferir leis e a democracia. Estamos trabalhando com ações concomitantes, tanto na Justiça quanto com ações legislativas. No caso da extinção dos conselhos, por exemplo, entramos com uma ação no STF porque o presidente acaba com conselhos previstos em lei”, afirmou.