Em mais um recuo, Marina abandona sua própria Rede

Enquanto os “sonháticos” se reagrupam para coletar as 50 mil assinaturas restantes para a formalização do novo partido no TSE, Marina declara que, eleita, vai continuar no PSB para não "instrumentalizar a Presidência"; “A Rede vai ter meu apoio sempre, mas estamos imbuídos de governar com todos os partidos”; entre tantas idas e vindas, fica a suspeita de que a estratégia de Marina é não causar atritos com o PSB; por enquanto; mas, se ficar na sigla socialista, restará a constatação de que a campanha pela criação da Rede, marco da “nova política”, nada mais era do que um elaborado artifício eleitoreiro para chegar ao poder

Enquanto os “sonháticos” se reagrupam para coletar as 50 mil assinaturas restantes para a formalização do novo partido no TSE, Marina declara que, eleita, vai continuar no PSB para não "instrumentalizar a Presidência"; “A Rede vai ter meu apoio sempre, mas estamos imbuídos de governar com todos os partidos”; entre tantas idas e vindas, fica a suspeita de que a estratégia de Marina é não causar atritos com o PSB; por enquanto; mas, se ficar na sigla socialista, restará a constatação de que a campanha pela criação da Rede, marco da “nova política”, nada mais era do que um elaborado artifício eleitoreiro para chegar ao poder
Enquanto os “sonháticos” se reagrupam para coletar as 50 mil assinaturas restantes para a formalização do novo partido no TSE, Marina declara que, eleita, vai continuar no PSB para não "instrumentalizar a Presidência"; “A Rede vai ter meu apoio sempre, mas estamos imbuídos de governar com todos os partidos”; entre tantas idas e vindas, fica a suspeita de que a estratégia de Marina é não causar atritos com o PSB; por enquanto; mas, se ficar na sigla socialista, restará a constatação de que a campanha pela criação da Rede, marco da “nova política”, nada mais era do que um elaborado artifício eleitoreiro para chegar ao poder (Foto: Realle Palazzo-Martini)

247 - Dirigentes da Rede Sustentabilidade, organização até a pouco encabeçada pela presidenciável Marina Silva (PSB), desarquivou o processo de reconhecimento junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e retomou a coleta de assinaturas com o objetivo de obter o reconhecimento como partido político em 2015. A maior líder da entidade, no entanto, já admite que pode não se integrar ao grupo caso seja eleita.

Em recente entrevista ao portal G1 na última quarta-feira (3), Marina já dava sinais de que pretenderia manter-se no PSB ao declarar que a Rede terá sempre seu apoio e que o partido não depende dela para se viabilizar. “Eu vou continuar como presidente da República eleita pelo PSB porque não quero instrumentalizar esse lugar (a Presidência). A Rede vai ter meu apoio sempre, mas estamos imbuídos de governar com todos os partidos”, afirmou Marina.

Agora, os próprios entusiastas da Rede minimizam a possibilidade de mais um recuo da presidenciável. A avaliação é que há um novo momento político em curso e que, eleita, Marina será presidente de todos. “A Rede surge como um novo modelo de partido e não como o partido de um presidente”, disse Walter Feldman, coordenador-geral da campanha a presidente, à Agência O Globo.

Apesar de confirmar que o pacto com Eduardo Campos será mantido, ou seja, Marina pode sair do PSB quado quiser, o recuo da candidata agradou aos cardeais da sigla. O gesto foi classificado como importante. “Ela demonstrou que se sente bem no PSB, é bom que ela esteja à vontade. Se quiser ficar é muito bem-vinda”, disse um dirigente pessebista, também a O Globo.

Entre tantas idas e vindas, fica a suspeita de que o posicionamento de Marina seja apenas uma estratégia para não causar atritos com o PSB neste momento em que sua candidatura se encontra em ascensão. Por outro lado, se fica no partido, restará a suspeita de que a criação da Rede Sustentabilidade, marco da “nova política” de Marina, nada mais seria do que um artifício midiático para alcançar a Presidência da República.

A criação da Rede foi rejeitada pelo TSE no ano passado por insuficiência de assinaturas. Os cartórios eleitorais validaram 442 mil certidões de apoio, 50 mil a menos que o exigido em lei, apesar dos esperneios de Marina, que denunciou a exclusão de apoios sem justificativa e uma suposta manipulação da corte pelo Palácio do Planalto.

A Rede aproveita-se da comoção eleitoral e do crescimento de Marina para obter os apoios 50 mil apoios restantes. A expectativa desses líderes è de que o TSE defira a criação da nova sigla em 2015. A partir da formalização da nova legenda, Marina Silva, presidente ou não, teria uma janela de 30 dias para se incorporar à agremiação para não ser enquadrada na lei da infidelidade partidária.

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