Encurralado pela greve, Temer diz que não recua
A despeito da greve geral contra as reformas previdenciária e trabalhista que tomou conta das cidades brasileiras, Michel Temer, cujo governo é rejeitado por 92% dos brasileiros, diz que "não haverá recuos" no objetivo de implementar as reformas; na ótica do governo, as manifestações foram "dispersas e pontuais", não caracterizando uma greve geral; a meta agora é negociar com o Congresso de maneira a assegurar os votos necessários para garantir a aprovação da reforma da Previdência independentemente do que pensam os milhares brasileiros contrários ao projeto
247 - A despeito da greve geral contra as reformas previdenciária e trabalhista que tomou conta das cidades brasileiras, Michel Temer diz que "não haverá recuos" no objetivo de implementar as reformas. Segundo interlocutores, Temer teria dito que se mantém firme no propósito de manter um "governo reformista", além de relembrar que os países que souberam enfrentar protestos semelhantes estão atualmente mais sólidos economicamente. Na ótica do governo, as manifestações foram "dispersas e pontuais", não caracterizando uma greve geral.
Segundo o jornalista Josias de Souza, um ministro disse que apesar da disposição de Temer, o Planalto reconhece que não tem os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência. "Vamos votar quando tivermos certeza da vitória", teria dito o ministro. Ainda segundo o jornalista, a fonte teria dito que o governo negociará com os parlamentares a aprovação da medida e a votação poderá acontecer no final de maio ou no começo de junho, desde que se tenha certeza que o projeto será aprovado.
