Erundina: todos os segmentos devem se unir para salvar o Brasil

Em entrevista à TV 247, a deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) disse que os problemas no país aparecem quando está faltando democracia. Ela também afirmou que o governo Jair Bolsonaro tem semelhanças com a ditadura militar e que passou da hora de haver união em defesa da democracia. “Não é um partido, dois partidos, esquerda, direita ou centro, não é isso mais. Todos os segmentos devem se juntar para salvar o Brasil, salvar o projeto democrático”, afirmou. Assista

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247)

247 - A ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) concedeu entrevista à TV 247 nesta semana e falou sobre a relação entre a falta de democracia e os problemas que surgem no país. Ela também associou o governo de Jair Bolsonaro à ditadura militar. “O que possibilita que algo de diferente possa se construir a partir disso?”.

A deputada apontou como saída da crise política que assola o país a união entre diferentes segmentos da sociedade em prol da recuperação do Brasil. Erundina disse que com democracia é que se encontra soluções paras os problemas.  

“O problema chegou tão no fundo do poço que as forças da sociedade e da cidadania precisam tomar para si o futuro imediato do país. Não é um partido, dois partidos, esquerda, direita ou centro, não é isso mais; já se passou o momento de se encontrar soluções parciais a partir de um determinado segmento, todos os segmentos devem se juntar para salvar o Brasil, salvar o projeto democrático. É com mais democracia que se encontram as soluções para os problemas, os problemas aparecem quando está faltando democracia, quanto está faltando humildade do governante em entender que o poder não é ele, o poder está na fonte, que é o povo”.

Ela falou também que o governo de Jair Bolsonaro está “condicionado” aos mesmos interesses da ditadura militar. “A gente nunca viveu as liberdade democráticas de forma plena, até porque os períodos de exceção não são sucedidos pelo exercício pleno da democracia, é sempre fruto de acordos. Saímos da ditadura ditadura militar para um período de democracia bastante mitigada e com um governo condicionado à participação e aos interesses dos mesmos que sustentaram a ditadura militar. O que possibilita que algo de diferente possa se construir a partir disso?”. 

A deputada federal aproveitou também para fazer críticas à falta de negociação da dívida do país, interna e externa. Para ela, a dívida pública deve ser ajustada para que uma maior parte da riqueza gerada pela população possa ser destinada à infraestrutura do país.  

“É juntar as pessoas não a partir de ser de esquerda ou não, é juntar todos os cidadãos e cidadãs que avaliam que como está não é possível por muito tempo. De fato está se degradando a vida das pessoas, não há sociedade que suporte 12 ou 14 milhões de desempregados. Continuar pagando uma dívida que já chegou a R$ 4 trilhões, qual é a sociedade que gera tanta riqueza para manter os compromissos de uma dívida pública interna e externa com esse volume? Se destinam mais de R$ 500 bilhões por ano para pagar os juros dessa dívida pública. Se não se enfrenta o problema da dívida pública, se não negociar essa dívida”. 

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