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Falcão diz ser “ridícula” ida da oposição ao TSE

Presidente do PT diz que "a oposição está inconformada com a derrota que sofreu" nas urnas e que, ao não reconhecer a derrota, parte para o "ridículo", como quando questionou a vitória petista na eleição com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral; "Pautam nossa vitória como se fosse pouco legítima pelo fato de ter se dado por uma diferença de 3,5 milhões de votos. Qual seria a cota de legitimidade? Dez milhões? Ou se fosse por um voto, teria legitimidade? Eles parecem não entender as regras do jogo democrático", atacou

Presidente do PT, Rui Falcao, durante entrevista à Reuters, em Brasília. 29/07/2014. REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Gisele Federicce)

247 – O presidente do PT, Rui Falcão, disse ser "ridículo" o comportamento da oposição, que não se conforma com a derrotada que sofreu nas urnas em outubro, quando a presidente Dilma Rousseff foi reeleita e o senador tucano Aécio Neves ficou em segundo lugar.

"A oposição está inconformada com a derrota que sofreu", disse Rui Falcão, em entrevista à Agência PT. Ao não reconhecer a derrota, prossegue o dirigente petista, parte para o "ridículo", como quando questionou a vitória petista com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

"Pautam nossa vitória como se fosse pouco legítima pelo fato de ter se dado por uma diferença de 3,5 milhões de votos. Qual seria a cota de legitimidade? Dez milhões? Ou se fosse por um voto, teria legitimidade? Eles parecem não entender as regras do jogo democrático", atacou Rui Falcão.

Poucos dias depois do segundo turno, o coordenador jurídico da campanha de Aécio, deputado Carlos Sampaio, entrou com uma ação no TSE pedindo uma auditoria para verificar a "lisura" da eleição presidencial. Segundo ele, não se tratava de recontagem dos votos, mas uma forma de evitar o sentimento de que houve fraude.

Sobre o segundo mandato de Dilma, Falcão defendeu que representantes do PT continuem a ocupar pastas como a Casa Civil, Secretaria de Relações Institucionais, Ministério da Saúde e do Desenvolvimento. Segundo ele, o partido reivindicará protagonismo no governo de coalisão, com ainda mais representação dos movimentos sociais. "No entanto, o PT sabe que esse protagonismo é compartilhado com os partidos da aliança", comentou.

Ele afirmou que há muita expectativa no partido em relação ao segundo mandato, mas que é preciso muito trabalho e apoio para que a presidente possa fazer um governo melhor que o primeiro. "A presidenta Dilma nos representa, é presidenta de todos os brasileiros e brasileira. Nós estamos muito orgulhosos de ter, pela quarta vez consecutiva, um presidente filiado ao PT", comemora.