Favorito à reeleição, prefeito de Anápolis (GO) pode ficar de fora

Antônio Gomide (PT) e os candidatos do DEM e do PPS podem ser impugnados pelo TRE-GO: registros não foram feitos dentro do prazo legal, devido à greve dos servidores da Justiça Eleitoral; pleito no terceiro maior colégio do Estado corre risco de ter apenas um nome na disputa

Favorito à reeleição, prefeito de Anápolis (GO) pode ficar de fora
Favorito à reeleição, prefeito de Anápolis (GO) pode ficar de fora (Foto: Divulgação)

Goiás247 - Líder em todas as pesquisas de intenções de votos e favorito para abocanhar a reeleição à Prefeitura de Anápolis, o prefeito Antônio Gomide (PT) pode amargar a impugnação de sua candidatura. O impedimento judicial seria possível porque o registro foi realizado fora do prazo legal. Esta perspectiva já torna tenso o ambiente político no município, terceiro maior colégio eleitoral de Goiás, e provoca dor de cabeça nos líderes da coligação.

Na verdade, são três os candidatos na corda bamba em Anápolis: além de Gomide, Elismar Veiga (PPS) e Wilson de Oliveira (DEM) podem dar adeus ao pleito. A coligação "Por uma Anápolis ainda melhor" (PHS e PSD), do candidato Gérson Fallacci, entrou com pedido para as três impugnações sob o argumento de que os prazos da Justiça são "peremptórios" e não podem ser desrespeitados.

Das cinco candidaturas registradas para a disputa majoritária em Anápolis, apenas duas podem continuar no páreo, formada por partidos que não possuem muita densidade eleitoral no município: além de Gérson Fallacci (PHS), o PDT do deputado José de Lima.

O limite para registro de candidaturas seria até 19h do dia 5 de julho. De acordo com informações do jornal Tribuna do Planalto, apesar da greve dos servidores da Justiça Eleitoral, foi deslocado um funcionário fora do setor para o recebimento da documentação. Diante das queixas de que ele não dispunha de informações próprias sobre legislação eleitoral e que estava atribulado em face do acúmulo de atividades, a juíza eleitoral Ana Cláudia Veloso Magalhães deferiu solicitação dos representantes partidários e autorizou que entregassem os envelopes em atraso.

Gomide acredita que a Justiça Eleitoral deverá ter bom senso. Céser Donizete, um dos coordenadores da campanha do PT, diz que no prazo legal "nós lá estávamos, aguardando, com os nossos representantes Antônio Júlio e Edmar Silva para fazer a entrega da documentação, o que não se concretizou". Segundo ele, o servidor decidiu encerrar o recebimento sem que todos fossem atendidos. Em razão disso, no dia seguinte, a coligação já entrou com um pedido de contestação da impugnação. "O que estamos pleiteando é, apenas, que haja isonomia no tratamento com as candidaturas", disse Céser Donizete.

Mesmo diante do despacho, a coligação formada pelo PHS e pelo PSD entrou com pedido de impugnação das três candidaturas. A protelação acordada pela magistrada seria referente apenas ao recebimento dos registros. A decisão para o impasse fica por conta do TRE-GO, que deve emitir parecer na segunda-feira, 6 de agosto.

Mas a coligação "Por uma Anápolis ainda melhor" (PHS e PSD) pode ser vítima do próprio veneno. O ex-vereador Gérson Fallacci ficaria também de fora por conta da lei da ficha-limpa. Ele ainda não teve aprovados todos os balanços referentes à sua gestão como presidente da Câmara Municipal, que serão julgados nos próximos dias.

No que se refere a prazos, as coligações dos candidatos Gérson Fallacci e José de Lima tiveram o registro realizado no limite do prazo inicial, e reúnem as condições necessárias de participação no pleito. Na hipótese de impugnação das candidaturas do PT, do DEM, e do PPS, somada à possível inelegibilidade de Gérson Fallacci, o candidato pedetista pode disputar como candidato único, o que seria algo inimaginável.

Segundo as regras eleitorais será considerado vitorioso em primeiro turno nas cidades com mais de 200 mil habitantes ou no segundo turno o concorrente que obtiver 50% dos votos válidos mais um voto, vez que sufrágios brancos e nulos não são computados. Caso ocorra a impugnação dos três registros feitos posteriormente ao prazo e o ex-presidente da Câmara seja impedido pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) devido à rejeição de contas, é José de Lima quem pode levar a melhor, diz o jornal Tribuna do Planalto.

Mas a possibilidade de candidatura única é remota. Até mesmo os adversários do prefeito Antônio Gomide, da coligação "A Força do Trabalho", que reúne incríveis 14 partidos (PT-PSC-PPL-PR-PCdoB-PP-PMDB-PTN-PRB-PRP-PTB-PSB-PMN-PCO), não acreditam que ele seja excluído da disputa. Nesse caso, Elismar Veiga e Wilson de Oliveira também podem ser mantidos, uma vez que ambos estão na mesma situação do petista.

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