HOME > Poder

Ferraço deixa o PMDB por “aliança espúria” com Dilma

"Tenho defendido que o partido abandone o quanto antes essa aliança política responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil, com graves consequências sociais", publicou o senador, em um comunicado nas redes sociais nesta sexta-feira 15; ele disse esperar que o governador do Espírito Santo e presidente da sigla no Estado, Paulo Hartung, faça o mesmo

"Tenho defendido que o partido abandone o quanto antes essa aliança política responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil, com graves consequências sociais", publicou o senador, em um comunicado nas redes sociais nesta sexta-feira 15; ele disse esperar que o governador do Espírito Santo e presidente da sigla no Estado, Paulo Hartung, faça o mesmo (Foto: Gisele Federicce)

247 – O senador do Espírito Santo Ricardo Ferraço anunciou nesta sexta-feira 15 sua saída do PMDB. Em um comunicado divulgado em suas redes sociais, ele criticou o que chamou de "aliança espúria" do partido com o governo da presidente Dilma Rousseff e disse que já comunicou a decisão ao líder no Senado, Eunício Oliveira (CE).

Ferraço diz que deixa a sigla apesar de sua boa relação com a direção estadual, comandada pelo governador Paulo Hartung, quem disse esperar que faça o mesmo. Independente no Congresso sobre a orientação pró-governo, o senador elogiou nomes como Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon, mas cobrou a direção nacional.

"Tenho defendido que o partido abandone o quanto antes essa aliança política responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil, com graves consequências sociais", diz a nota do parlamentar. "Ingenuamente, cheguei a acreditar que esse afastamento se daria, mas o que temos visto é a insistência na manutenção da aliança espúria, sem perspectivas de novos rumos", acrescentou.

"É chegado o momento de buscarmos a união de forças para derrotar de vez esse projeto de poder que tanto mal faz ao nosso país e às futuras gerações", disse, ainda, Ricardo Ferraço. Leia abaixo a íntegra:

Meus amigos, informei esta manhã ao líder do PMDB no Senado, Eunício de Oliveira, e ao presidente regional do PMDB no Espírito Santo, deputado federal Lelo Coimbra, o meu desligamento do partido.

Tomei esta decisão a despeito de minha sintonia com a legenda no estado, liderada pelo governador Paulo Hartung, que, desde a sua última administração, vem realizando profundas e positivas mudanças das quais fui e sou parceiro, além de ser um exemplo de gestão pública e de práticas políticas.

Deixo bons amigos e companheiros no PMDB capixaba, com os quais tenho grande apreço e pretendo continuar tendo as mesmas respeitosas relações. A postura digna da legenda no estado se compara a das representações no Rio Grande do Sul, de Pedro Simon, em Pernambuco, de Jarbas Vasconcelos, e em Santa Catarina, do saudoso Luiz Henrique da Silveira, entre outras. A independência e a coragem foram e são as suas marcas.

Mas, infelizmente, a grande mudança que precisamos e devemos realizar no país não será feita pelos nossos estados, mas, sim, no plano nacional. Apelei reiteradas vezes ao PMDB que deixasse a aliança liderada pelo PT e pela presidente Dilma Rousseff na Presidência da República, em nome de suas grandes tradições, notadamente na luta pela redemocratização de nosso país.

Tenho defendido que o partido abandone o quanto antes essa aliança política responsável pela atual derrocada política, moral e econômica do Brasil, com graves consequências sociais. Ingenuamente, cheguei a acreditar que esse afastamento se daria, mas o que temos visto é a insistência na manutenção da aliança espúria, sem perspectivas de novos rumos.

É chegado o momento de buscarmos a união de forças para derrotar de vez esse projeto de poder que tanto mal faz ao nosso país e às futuras gerações.

Com os meus sinceros cumprimentos aos colegas do PMDB, particularmente os do Espírito Santo, continuarei lutando em outras trincheiras por dias melhores para todos, resgatando a honra na política, a justiça social e o desenvolvimento. Como disse o pensador Thiago de Mello, não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar.

Ao expor essa minha convicção, desejo sinceramente que o governador Hartung possa refletir sobre ela e tomar igual decisão de deixar o PMDB.