FHC define as condições do seu desembarque

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, patrono do tucanato, já definiu as condições do desembarque: o PSDB não terá como ficar ao lado de Michel Temer (PMDB) caso ele recorra de uma eventual cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ou faça uso de medidas protelatórias no julgamento enquanto a crise política segue aguda; na avaliação dos tucanos, qualquer um dos cenários ameaça a retomada econômica –e, consequentemente, as chances eleitorais governistas em 2018

FHC define as condições do seu desembarque
FHC define as condições do seu desembarque (Foto: Karime Xavier)

247 - As condições do desembarque do PSDB já foram definidas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 

O PSDB não terá como ficar ao lado de Michel Temer (PMDB) caso ele recorra de uma eventual cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ou faça uso de medidas protelatórias no julgamento enquanto a crise política segue aguda.

Na avaliação dos tucanos, qualquer um dos cenários ameaça a retomada econômica –e, consequentemente, as chances eleitorais governistas em 2018.

As informações são de reportagem de Igor Gielow na Folha de S.Paulo.

"De seu lado, Temer cobra do PSDB lealdade, já que o partido passou a semana passada dedicado a elaborar cenários com e sem seus aliados para disputar a eleição indireta decorrente da eventual queda do presidente.

Esse foi o tom geral da conversa entre Temer e o patrono do tucanato, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em um hotel paulistano na noite de segunda (29).

FHC reforçou sua preocupação com a economia, que acabou ancorada na expectativa criada pelo próprio Planalto de que a aprovação de reformas como a da Previdência seria vital para garantir a saída da recessão.

Na mesma segunda, o boletim de análises de mercado agregadas pelo Banco Central apontou, pela primeira vez em 11 semanas, uma interrupção no otimismo da praça. Avaliações de inflação e de crescimento do PIB tiveram discreta piora.

O foco possível neste momento, defendido pelos tucanos, é o de tentar fazer avançar a agenda econômica no Congresso com a aprovação de reformas estruturais.

Isso, como explicitam as dificuldades no trâmite da reforma trabalhista no Senado, é quase uma admissão tácita de que os dias do governo parecem contados."

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