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FHC destila veneno: ‘pobre Pátria Educadora’

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso volta ao Facebook para alimentar a crise política; tucano critica trocas de ministros no comando da Educação e diz que pasta "virou carta no baralho da barganha"; presidente Dilma Rousseff anunciou nesta manhã que Aloizio Mercadante, que chefiava a Casa Civil, voltará para o ministério da Educação; "Pobre 'pátria educadora', ficou só na propaganda. Mudar de Ministro da Educação a cada aperto político pode ser bom expediente para apaziguar os apetites da 'base aliada'. Mas é um desrespeito à educação e aos professores", desferiu FHC

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso volta ao Facebook para alimentar a crise política; tucano critica trocas de ministros no comando da Educação e diz que pasta "virou carta no baralho da barganha"; presidente Dilma Rousseff anunciou nesta manhã que Aloizio Mercadante, que chefiava a Casa Civil, voltará para o ministério da Educação; "Pobre 'pátria educadora', ficou só na propaganda. Mudar de Ministro da Educação a cada aperto político pode ser bom expediente para apaziguar os apetites da 'base aliada'. Mas é um desrespeito à educação e aos professores", desferiu FHC (Foto: Gisele Federicce)

247 – Alimentando a crise política que a reforma ministerial anunciada nesta sexta-feira 2 tenta apaziguar, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou em sua página no Facebook críticas sobre nova troca no Ministério da Educação.

A presidente Dilma Rousseff anunciou que Aloizio Mercadante, que chefiava a Casa Civil, voltará ao comando da pasta. FHC destilou veneno: "Pobre 'pátria educadora'", escreveu, dizendo que a pasta "virou carta no baralho da barganha".

Em entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, o ex-presidente disse na noite de ontem que a reforma dá "sobrevida" à presidente Dilma. Em sua avaliação, "se os partidos entrarem no jogo", a tese do impeachment pode perder força.

Leia abaixo a íntegra de seu post no Facebook após o anúncio da reforma:

Pobre "pátria educadora", ficou só na propaganda. Mudar de Ministro da Educação a cada aperto político pode ser bom expediente para apaziguar os apetites da "base aliada". Mas é um desrespeito à educação e aos professores, tanto mais que o Ministro que vai embora é um intelectual respeitado e não teve tempo nem de esquentar a cadeira, quanto mais de dar o impulso necessário para o Ministério dar conta do recado. Educação é um processo contínuo que precisa ser levado a sério. O governo do PSDB teve um só Ministro na Pasta, um educador respeitável, Paulo Renato Sousa, que lá ficou oito anos. Agora o Ministério da Educação virou carta no baralho da barganha.