Fim de plebiscito isola PT, que busca uma bandeira

Partido ficou falando sozinho na defesa do plebiscito; "O PT considera que dá, sim, para realizar o plebiscito em 2013. Esse negócio de tempo hábil, quando se quer, faz", diz o líder do partido, José Guimarães (CE); ideia é reunir 1,4 milhão de assinaturas para projeto popular!; coleta pode começar nas manifestações da quinta-feira 11, mas vai ser árduo; recusa em aceitar referendo, como querem os demais partidos, leva a risco de legenda do governo virar minoritária na quadra mais importante antes da eleição presidencial

Fim de plebiscito isola PT, que busca uma bandeira
Fim de plebiscito isola PT, que busca uma bandeira

247 - Mesmo depois de a maioria dos líderes da Câmara decidir descartar a realização de um plebiscito para discutir uma reforma política com efeitos para as eleições de 2014, o líder do PT na Casa, José Guimarães (CE), disse que o partido vai insistir na ideia, proposta inicialmente como constintuinte exclusiva pela presidente Dilma Rousseff. O plano é recolher assinaturas para tentar viabilizar um projeto de decreto legislativo propondo a consulta popular. Vale o desgaste?

O posicionamento é arriscado, ainda mais porque tomado na fase política mais importante antes da eleição presidencial. Não bastasse, os próprios deputados petistas reconhecem as dificuldades para avançar com a proposta na Casa. São necessárias 171 assinaturas para que a proposta comece a tramitar, mas, além do curto prazo, outra dificuldade é a falta de consenso sobre o conteúdo do plebiscito. "Se aparecer uma proposta de plebiscito que recolha assinaturas, esta Casa poderá votar, não vai se furtar a votar, mas, mesmo vindo, o plebiscito só terá validade para 2016", avisou o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN).

O PT está contando com o apoio das bancadas do PC do B e do PDT, o que reuniria pelo menos 138 parlamentares em torno da proposta. "O PT considera que dá, sim, para realizar o plebiscito em 2013. Nossa missão agora é recolher as assinaturas para conformar a ideia do decreto para a convocação do plebiscito. Esse negócio de tempo hábil quando se quer faz, quando se quer consegue", disse José Guimarães.

"Enterrado"

Líder do PMDB, o deputado Eduardo Cunha (RJ) debochou, dizendo que a proposta do plebiscito com uma reforma política em 2014 "foi enterrado e já teve até a missa de sétimo dia". Segundo ele, o PMDB pode até aceitar discutir uma consulta popular em 2014, junto com as eleições, para não "ter custos". "Não queremos despesas", ponderou.

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