Gabeira aposenta carreira política

"Estão sepultadas todas as ideias de ser candidato a presidente, governador, senador e deputado", disse o ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), aos 72 anos. Jornalista diz ainda que Sérgio Cabral teve comportamento arrogante diante das manifestações de rua e apontou erros na gestão de Dilma Rousseff

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247 – O ex-deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) declarou encerrada sua carreira política e descartou qualquer pretensão de disputar as eleições em 2014.

“Estão sepultadas todas as ideias de ser candidato a presidente, governador, senador e deputado”, disse, em entrevista ao Globo. Ele disputou sete eleições: 1986 (governador), 1989 (presidente), 1998, 2002 e 2006 (deputado federal), 2008 (prefeito) e 2010 (governador).

Leia outros trechos da entrevista ao Cassio Bruno, do Globo:

2014

Faz quase dois anos que estou trabalhando como jornalista. Readaptei a profissão. Passei a trabalhar com imagens. A resposta é não. Não pretendo ser candidato. Seria uma contradição participar de uma chapa do PT. Ao longo de dois anos, em artigos, critiquei o PT.

Eleições em 2008 e 2010

A oposição precisava de uma pessoa que encarnasse uma candidatura contrária, tanto em 2008 quanto em 2010. Fiz esse papel sabendo que as chances não eram muito altas, principalmente em 2010 (ano em que o governador Sérgio Cabral foi reeleito no primeiro turno). Sabíamos que (a eleição) era apenas para marcar uma posição. Foi tudo tranquilo, sem problemas. Já dei a minha contribuição. Fui candidato a tudo no Brasil.

Cabral diante das manifestações

O Sérgio Cabral, talvez, tenha sido no Brasil o político que mais se desgastou. Em primeiro lugar, porque os protestos foram mais intensos no Rio. Achei que ele teve um comportamento arrogante. E isso só pode prejudicar a solução dos problemas que estão na pauta.

Pezão

O desgaste do governo pode provocar algum prejuízo para o seu candidato (Pezão). Assim como eu acho que o desgaste do governo na escala federal certamente pode levar um desgaste aos candidatos do governo federal no Rio.

Oposição no Rio

Na verdade, é preciso saber quem se desgastou menos. E isso está ligado diretamente à distância do poder.

Rede Sustentabilidade

Pretensão nenhuma. Pelo contrário. Mas vou continuar ajudando, fazendo palestras, participando de seminários.

Dilma

Com a crise, abriu-se a possibilidade da troca de poder agora em 2014. Mas isso vai depender, evidentemente, não só do desgaste dela, mas da capacidade da oposição de aproveitar o momento. Tenho falado de dois erros. Primeiro, da política econômica. Teoricamente, aumentou o poder de consumo e, ao mesmo tempo, o endividamento. A indústria brasileira sofreu impacto. A inflação começa a rondar o país. Houve um erro de interpretação da crise de 2008. O governo entendeu que era válida a tese de que a economia crescia a partir dos estados. O segundo ponto foi a corrupção. Tiveram as condenações dos réus do mensalão e ex-dirigentes do PT...

Lula

É uma possibilidade também. Agora, não é uma solução mágica. O Lula terá de responder a uma série de coisas.

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