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Generais rejeitam politização que Braga Netto está impondo ao Ministério da Defesa

General Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro do governo Bolsonaro, criticou a participação do ministro Walter Braga Netto em um ato pró-golpe. "Forças Armadas não são instrumentos de intimidação ou de pressão política", disse. Segundo o general Paulo Chagas, "o ministro da Defesa não é comandante das Forças Armadas, mas Braga Netto, aparentemente, pensa que é"

Generais Paulo Chagas, Santos Cruz e o ministro da Defesa, Braga Netto (Foto: Reprodução | Isac Nóbrega/PR | Alan Santos/PR)
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247 - Generais da reserva não gostaram de saber que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, foi no sábado (15) a um protesto pró-golpe em Brasília (DF), onde manifestantes exibiam faixas pedindo intervenção militar. Os relatos dos militares foram publicadas pela coluna de Chico Alves. O ato foi organizado por empresários do agronegócio e lideranças evangélicas. 

De acordo com o general Carlos Alberto Santos Cruz, ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo, "o ministério não pode ser politizado". "E muito menos passar a ideia de politização dos seus componentes, as Forças Armadas, que são instituições de Estado e não de governo", disse. 

"Forças Armadas não são instrumentos de intimidação ou de pressão política. As Forças Armadas não são ferramentas a utilizar em disputas partidárias e em projetos de poder pessoal, de grupos e de partidos políticos", acrescentou. 

Segundo o general Paulo Chagas, o comparecimento de Braga Netto à manifestação é "um absurdo, mesmo considerando que se trata de um cargo político e não militar". "O ministro da Defesa não é comandante das Forças Armadas, mas Braga Netto, aparentemente, pensa que é", continuou.

Um dos lemas dos manifestantes era a frase "eu autorizo o presidente Bolsonaro", que ameaçou usar as Forças Armadas para atuar contra medidas restritivas de governadores e prefeitos.

Ao lado de Jair Bolsonaro, Braga Netto esteve no palanque ao lado de Bolsonaro e chegou a usar o microfone. "O agro é a força desse país. As Forças Armadas estão para proteger os senhores", disse o ministro. 

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