Gilmar Mendes diz que suspeição de Moro será votada no STF apenas em 2021

Processo que trata da suspeição de Moro no processo do tríplex contra Lula está paralisado na Segunda Turma do STF desde 2018, após um pedido de vista feito pelo próprio ministro Gilmar Mendes; votação vem sendo postergada desde então e agora foi novamente adiada para 2021

Gilmar Mendes e Sergio Moro
Gilmar Mendes e Sergio Moro (Foto: STF | Senado)
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247 -  O julgamento da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro nos processos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) somente no próximo ano. O assunto, que deveria ter entrado na pauta da Corte em 2018, vem sendo postergado e agora, segundo o ministro Gilmar Mendes, deverá ser pautado somente com a retomada dos trabalhos presenciais, suspensos em função da pandemia da Covid-19.  

Segundo reportagem do blog da jornalista Bela Megale, Gilmar Mendes vem afirmando no STF que o caso é considerado delicado e precisa ser avaliado em sessão presencial. Além disso, o ministro também teria admitido a pessoas próximas que não há mais tempo para que o julgamento ocorra ainda em 2020. O processo que trata da suspeição de Moro está paralisado desde 2018 devido a um pedido de vista feito pelo próprio Gilmar Mendes. 

Atualmente, a Segunda Turma do STF – responsável pelo julgamento – encontra-se dividida sobre a questão. Os ministros Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes já apontaram que devem votar pela suspeição de Moro. Edson Fachin e Carmen Lúcia, porém, já se posicionaram de forma favorável ao ex-juiz. 

Como Celso de Mello deverá se aposentar na próxima semana, o quinto voto poderá ser de Kassio Marques, indicado por Jair Bolsonaro para a vaga aberta com a saída do decano da Corte. Uma outra possibilidade, é que alguém da Primeira Turma seja transferido para a segunda, antes da entrada de Kassio Marques. 

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