Golpista de primeira hora, Paulinho agora diz que Temer ataca trabalhadores
Presidente do Solidariedade e da Força Sindical, que apoiou o golpe parlamentar que levou Michel Temer ao poder, deputado Paulinho da Força rebateu a afirmação do governo nesta sexta-feira 12 de que o "trabalhador não terá nenhum direito a menos com reforma" trabalhista; "Se destruir a organização dos sindicatos, os empregadores acabarão com todos os direitos adquiridos, porque o trabalhador não terá força para lutar sozinho", disse; para ele, o texto aprovado na Câmara e que agora tramita no Senado "é uma vergonha"
247 - Apoiador de primeira hora do golpe parlamentar que tirou Dilma Rousseff da presidência e levou Michel Temer ao poder, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) rebateu a afirmação do governo feita nesta sexta-feira 12 de que o "trabalhador não terá nenhum direito a menos com reforma" trabalhista.
"Quando você mantém intacto o sistema patronal, você desequilibra a negociação", disse o presidente do Solidariedade e da Força Sindical. "Neste momento pode ser que não mexa diretamente em direitos, mas se destruir a organização dos sindicatos, os empregadores acabarão com todos os direitos adquiridos, porque o trabalhador não terá força para lutar sozinho", acrescentou.
Com a crítica, Paulinho se refere ao fim do imposto sindical proposta na reforma de Temer. "Nem na época da ditadura acabaram com os sindicatos, agora em uma democracia querem acabar?", bateu.
"Agora ouço que a reforma não vai acabar com nenhum direito. O texto que li aprovado na Câmara e que espero que não passe no Senado é uma vergonha. Posso mandar embora o trabalhador e contratar outro como PJ (pessoa jurídica), ou seja, não precisarei pagar férias, décimo terceiro, fundo de garantia...", criticou ainda.