HOME > Poder

Haddad, o candidato "renovador" de São Paulo

Menos ministro e mais aspirante a prefeito, Fernando Haddad diz que proposta de gesto dele vai se basear no "sentimento de mudana" da cidade; ele deve se apresentar como alternativa a tudo que "velho" e tradicional na poltica paulista - tucanos como Serra, petistas como Suplicy e, claro, Maluf

Haddad, o candidato "renovador" de São Paulo (Foto: Felipe L. Gonçalves/Edição/247)

247, com agências - O candidato do PT a Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, já se posiciona como a opção de renovação da capital econômica do Brasil. O atual ministro da Educação disse hoje que existe um "sentimento de mudança" em São Paulo que será absorvido pela equipe que vai montar seu projeto de gestão. "A nossa proposta vai ser arejada, renovadora e ousada", avisa Haddad.

Essa declaração é uma pista sobre a linha de trabalho da campanha de Haddad. Ele deverá se apresentar como um candidato que surge como alternativa a tudo que já é "velho" e tradicional em São Paulo. Portanto, uma opção a tucanos como José Serra, que há 16 anos dominam o governo de São Paulo. Aos próprios colegas do PT, como o senador Eduardo Suplicy, ignorado pelo presidente Lula e pelos correligionários como pré-candidato a prefeito de São Paulo. E uma alternativa a nomes controversos, associados a esquemas de corrupção, como Paulo Maluf, ex-prefeito e ex-governador de SP, atualmente deputado federal.

Neste sábado, Fernando Haddad voltou a dizer que não há uma data exata para sair do governo. No entanto, ele já está em clima de despedida do MEC. O petista deve deixar o ministério em janeiro, quando a presidente Dilma Rousseff anunciar a reforma ministerial.

Sobre o fato de ser desconhecido do eleitorado de São Paulo, Haddah não hesita. Diz que é "desconhecido como todos os outros" - uma referência a tucanos como Andreas Mattarazzo e Ricardo Tripoli. Mas não como José Serra, que é um dos possíveis nomes do PSDB para disputar a Prefeitura.

Haddad comentou que há uma forte possibilidade de João Santana ser o marqueteiro oficial da campanha dele. "Eu tenho muita simpatia pelo trabalho dele e um relacionamento pessoal com o Santana muito profícuo." Segundo Haddad, a campanha dele estará completamente alinhada à Dilma e ao ex-presidente Lula, seu padrinho político. "Tenho identidade com o que o Lula e a Dilma significam para o País. O PT tem 33% de preferência no eleitorado nacional e não é diferente na capital de São Paulo", concluiu.