Heleno diz que só falará sobre espionagem da Igreja 'se for obrigado'

O ministro do GSI, general Augusto Heleno, afirmou que somente prestará esclarecimentos à Câmara para tratar da denúncia de espionagem de membros da Igreja Católica pela Abin se for formalmente convocado; "Não iria se fosse convidado (pela Câmara). Mas se eu for convocado, aí eu sou obrigado", disse o militar; nesta segunda-feira (11), o deputado Paulo Teixeira (PT) disse que poderia acionar judicialmente o ministro por improbidade administrativa, caso ele não atenda ao convite da Câmara

Heleno diz que só falará sobre espionagem da Igreja 'se for obrigado'
Heleno diz que só falará sobre espionagem da Igreja 'se for obrigado' (Foto: ABr)

247 - O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, afirmou que somente prestará esclarecimentos à Câmara para tratar da denúncia de espionagem de membros da Igreja Católica pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) se for formalmente convocado. "Não iria se fosse convidado (pela Câmara). Mas se eu for convocado, aí eu sou obrigado", disse o militar ao comparecer ao velório do jornalista Ricardo Boechat, nesta terça-feira (12).

Nesta segunda-feira (11), o deputado Paulo Teixeira (PT) disse que poderia acionar judicialmente o ministro por improbidade administrativa, caso ele não atenda a um convite feito pela Câmara. (Leia no Brasil 247)

A denúncia sobre a espionagem do chamado clero progressista veio na esteira da realização do Sínodo para discutir questões relacionada à Amazônia e ao direito dos indígenas, que será realizado em outubro pelo Vaticano. Por meio de nota, o GSI negou a espionagem, mas ressaltou a existência de uma "preocupação funcional" com alguns que serão discutidos pelo Sínodo.

"Tem algumas coisas na pauta do Sínodo que são de interesse do Brasil. E quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil. Quer falar de terra indígena, de distribuição de Terra... O Brasil não dá palpite no deserto do Saara, no Alasca. Estou preocupado com entidades e ONGs estrangeiras, e às vezes chefes de Estado por trás dessas entidades, querendo dizer como deve ser tratada a Amazônia brasileira", justificou  o general.

 

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