Ibope: José Serra bate Fernando Haddad por 10 a 1

Enquanto tucano lidera pesquisa para a Prefeitura de SP com 31% de intenes, ex-ministro estanca em 3%; apesar do apoio reafirmado de Lula, falta de empatia apavora PT; com 65% de popularidade na capital paulista, Dilma poderia ajudar, mas j avisou que lavar as mos

Ibope: José Serra bate Fernando Haddad por 10 a 1
Ibope: José Serra bate Fernando Haddad por 10 a 1 (Foto: Folhapress)

Marco Damiani _247 – Para cada eleitor que, hoje, se declara favorável ao voto em Fernando Haddad, do PT, na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em outubro, nada menos que dez outros votantes dizem que irão escolher o tucano José Serra para o cargo. Essa diferença de 1 contra 10 ficou estampada na pesquisa Ibope divulgada na quarta-feira 9 pelo jornal SPTV, da TV Globo, quando Haddad apareceu com seus até aqui permanentes 3% de intenções de voto, praticamente na lanterna da competição, contra um favoritismo de 31% para Serra, que assegurou, com ampla folga, a liderança. Atrás dele, em segundo lugar, surgiu o nome do deputado Celso Russomano, do PRB, com 16%. A seguir, Netinho de Paula (PcdoB), com 8%, Soninha Francini (PPS), com 7%, os deputados Gabriel Chalita (PMDB), 6%, e Paulo Pereira da Silva (PDT), 5%.

A falta de empatia de Haddad com o público, mesmo depois da confirmação do apoio a ele pelo ex-presidente Lula, está causando uma misto de apavoramento, decepção e apatia entre os dirigentes do PT paulistano. Eles verificam que, por mais que tente perseguir uma agenda de compromissos nos bairros e busque estar todos os dias na mídia, com declarações, o ex-ministro Haddad simplesmente não consegue se comunicar com o público. Ele mantém o baixo índice de intenções de votos desde que foi ungido por Lula para o posto, em detrimento da senadora Marta Suplicy, então com cerca de 30% de intenções nos levantamentos de opinião. Ela já declarou que, se Haddad não ajudar com uma postura mais popular, não se vê em condições de transferir votos para ele.

No momento, perspectivas de mudança no quadro não existem. As convenções partidárias irão se encerrar no próximo mês e, até lá, Haddad e o PT não terão nenhum tipo de exposição maciça na mídia, como um programa partidário na tevê. As tentativas de acordos com outras legendas não chegaram a qualquer resultado, com o máximo de ganho na coleta de algumas assinaturas de intectuais como o ex-ministro Luis Carlos Bresser Pereira. Nem mesmo o tradicional aliado petista, o PCdoB, se mostra disposto a abrir mão do concorrente Netinho de Paula para fortalecer Haddad.

O máximo que os petistas enxergam como positivo é a alta rejeição de Serra, que marcou, neste quesito, 35% no Ibope, atrás apenas de Netinho, com 38%. Há, ainda, uma certa rejeição das bases tucanas em aceitar o nome de Serra, acusado de não ter prestigiado os militantes do partido, com cargos, durante suas gestões na prefeitura e no governo, mas nada que se mostre eleitoralmente problemático, como se vê pelo índice de 31% de aceitações.

A grande possibilidade de virada de Haddad está mesmo no apoio ainda mais acentuado de Lula e numa possível entrada em campanha da presidente Dilma Rousseff. No mesmo levantamento do Ibope, ela marcou um alto índice de popularidade na capital paulista, com 65% de soma de aprovações, acima do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Gilberto Kassab. O problema é que Dilma já avisou que não irá interferir nas disputas municipais. Em São Paulo, politicamente não interessa a ela jogar fichas num candidato que, se surpreender e vencer, tem seu perfil totalmente identificado com Lula.

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