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Poder

Ibope mostra que mensalão teve efeito político zero

Não há como aprovar Dilma sem aprovar Lula. Aliás, a pesquisa mostra isso. Afinal, 57% dos brasileiros consideram que os governos Lula e Dilma são iguais

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Nas últimas semanas, houve um assanhamento da direita demo-tucano-midiático-judiciária em relação a efeitos políticos que esses setores caquéticos da política nacional almejavam que sobreviessem do circo armado pela grande mídia em torno do julgamento da ação penal 470, a qual esse grupo político chama de “julgamento do mensalão”.

Nesta quarta-feira, porém, o que sobreveio desmentiu um sem-número de “análises” sobre aqueles “efeitos políticos” almejados, que, em verdade, são de que Lula, Dilma e o próprio PT estejam sendo desmoralizados pela pretensa condenação (tácita) de todos que vai se desenhando nas deliberações do julgamento daquela ação penal pelo STF.

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A pesquisa de opinião da série CNI-Ibope que acaba de ser divulgada, porém, mostra que o governo da presidente Dilma Rousseff ganhou aprovação apesar de todo esse circo midiático, tendo agora 62%, índice maior do que o registrado em junho, que era de 59%. Além disso, a aprovação da própria presidente atingiu espantosos 77%.

Quem não assistiu à entrevista coletiva convocada pela CNI para anunciar as pesquisas, porém, não sabe de mais alguns dados que constituem excelente notícia não só para Dilma, mas, também, para Lula.

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Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, afirmou, em coletiva de imprensa convocada para anunciar a nova edição da pesquisa da entidade, que 57% da população julga este governo igual ao governo Lula, o que significa que a maioria da população está conseguindo ver cada vez mais méritos nos dois últimos governos, ignorando a mídia.

Não há como aprovar Dilma sem aprovar Lula. Aliás, a pesquisa mostra isso. Afinal, se 57% dos brasileiros consideram que os governos Lula e Dilma são iguais – e se 22% consideram que o de Lula foi melhor –, como enxergar essa desmoralização que pistoleiros da mídia golpista – aquela que ajudou a dar o golpe de 1964 – andam alardeando?

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Venho dizendo, reiteradamente, que a mídia acredita ter o poder supremo da criação, de fazer acontecer, como por mágica, tudo o que deseja. Não sem razão, diga-se, pois quem controla boa parte do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal certamente tem razões para se achar todo-poderoso. Contudo, a mídia não entendeu que esse poder discricionário diminuiu.

Apesar de sua influência imensa sobre as instituições e sua capacidade de pautar a opinião pública – que, há que entender, não é a opinião do povo e, sim, a de setores barulhentos e ricos da sociedade –, a mídia não consegue mais fazer o povo acreditar em si. Não quando lhe pede que vote em seus escolhidos, sem pedir explicitamente.

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A ridicularia dessa discurseira demo-tucano-midiática encontra exemplo, aliás, em um dos textos mais cretinos que a mídia publicou nas últimas semanas. É de autoria do colunista da Folha de São Paulo Fernando Rodrigues. Ele compara o momento político atual com o início da desmoralização da ditadura que seu patrão ajudou implantar e que ocorreu a partir de 1974.

Rodrigues errou de ano. Acrescentou uma década ao ano com o qual o momento político brasileiro se parece. Primeiro porque à época do “milagre econômico” da ditadura, quando o país crescia muito, foi o período em que a concentração de renda, no Brasil, mais aumentou.

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Eis por que a pesquisa da série CNI-Ibope frustra a visão míope desses “analistas” movidos pelas idiossincrasias dos patrões e dos amigos dos seus patrões: hoje, como mostrou notícia recente amplamente divulgada, enquanto os maiores salários cresceram 4%, os menores cresceram 29% (!).

Isso se chama distribuição de renda, o contrário da concentração dela que se abateu sobre o Brasil sobretudo nos anos do “milagre econômico”, que tinha por premissa que era preciso, primeiro, “fazer o bolo crescer” para só depois dividi-lo. Foi a tese que fez a ditadura começar a ruir a partir de 1974.

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Hoje, portanto, o cheiro que a política exala é o de 1964. Sobretudo pelo fedor que rescende o caráter dessa mídia golpista, antiética, antidemocrática e seus pistoleiros bem-pagos para assassinar a reputação de mais um líder trabalhista, a exemplo do que foi perpetrado contra Getúlio Vargas e Jango Goulart.

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