Impopular e sob risco de cassação, Temer diz que se sente pressionado
Prestes a ter seu processo de cassação julgado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), batendo recordes de impopularidade e vendo suas reformas sendo travadas por seu próprio partido no Congresso, Michel Temer admitiu, em reunião com representantes de sua base aliada, que vem se sentindo pressionado; segundo a última pesquisa Datafolha, apenas 10% consideram sua gestão federal como ótima ou boa
247 - Prestes a ter seu processo de cassação julgado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), batendo recordes de impopularidade e vendo suas reformas sendo travadas por seu próprio partido no Congresso, Michel Temer já admite a aliados que se sente pressionado.
O "desabafo" de Michel Temer aconteceu nesta terça-feira (28) em reunião com integrantes da base aliada.
As informações são de reportagem de Gustavo Uribe, Ranier Bragon e Lais Alegretti na Folha de S.Paulo.
"Em reunião no Palácio do Planalto, o peemedebista disse que tem sofrido pressão em decisões governamentais e reconheceu que não é um presidente nem popular nem populista. Segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada em dezembro, apenas 10% consideram a gestão federal como ótima ou boa.
No encontro, de acordo com parlamentares presentes, o peemedebista fez questão de destacar que tem adotado uma pesada carga de trabalho. Ele disse que tem acordado muito cedo e trabalhado até tarde e que o tempo para ele tem sido contado em dobro, diante do mandato curto que assumiu com o impeachment de Dilma Rousseff.
A reunião foi convocada para discutir o texto da reforma previdenciária, que tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados. No encontro, o presidente defendeu a adoção de uma proposta que seja de consenso e recebeu a sugestão de flexibilizar as novas regras para aposentadoria rural, evitando equipará-la com a urbana.
Os deputados federais ainda defenderam que não sejam alteradas as regras do benefício pago a pessoas pobres idosas ou com deficiência, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), e a restrição ao acúmulo do valor da pensão e da aposentadoria ao teto do INSS."
