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Investigado por propina, Agripino vê vitimologia de Dilma

Presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), diz que a presidente Dilma deu declarações movidas a emoção na entrevista concedida à Folha; "Foi uma entrevista movida a pura emoção. A presidente parece achar que a vitimologia será mais forte do que os argumentos jurídicos contidos nas ações que ela terá que enfrentar no TCU, na PGR e no TSE, disse; líder do partido na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE) afirmou que não é oposição, mas o próprio PT quem tem feito críticas ao governo

Senador José Agripino (DEM-RN) lamenta que, a pedido do governo, os senadores tenham rejeitado proposta de emenda à Constituição de sua autoria que dificultava a criação de órgãos e entidades da administração pública (PEC 34/2013) (Foto: Gisele Federicce)

247 – O presidente nacional do DEM, senador Agripino Maia (RN), comentou a entrevista da presidente Dilma Rousseff publicada pela Folha de S. Paulo nesta terça-feira 7 e avaliou que a petista deu declarações movidas a emoção.

"Foi uma entrevista movida a pura emoção. A presidente parece achar que a vitimologia será mais forte do que os argumentos jurídicos contidos nas ações que ela terá que enfrentar no Tribunal de Contas da União (TCU), na Procuradoria Geral da República (PGR) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)", disse ele.

Agripino é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) sob a acusação de que recebeu R$ 1 milhão em propina de um empresário do Rio Grande do Norte.

Outro que fez críticas às declarações da presidente foi o líder do partido na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE). "A principal reclamação que ela tem que fazer é contra o partido dela mesmo, porque as piores derrotas no congresso têm sido provocadas pelo PT. Quem tem mais vocalizado a respeito do desempenho dela na Presidência não é a oposição. O ex-presidente Lula tem dado carga muito forte, criticando a conduta dela", afirmou.

Mendonça Filho também disse que a presidente adotou um discurso de "bravata" na entrevista: "Antes de fazer um discurso público na linha da bravata, acho que a presidente deveria tentar serenar os ânimos do país, mostrar uma direção, porque, infelizmente, o quadro atual é de muita contestação do processo de reeleição dela e do desempenho dela como presidente, que não oferece perspectivas de longo prazo".