Jânio de Freitas diz que estamos na 'beira do precipício' por depender do STF

Jornalista vê o país na beira do precipício, sobretudo o que resta do Estado de Direito, e coloca o Supremo no centro do jogo: "Veremos quem no Supremo está à altura desse nome e da complexidade a que o país foi lançado, pelos aventureiros do impeachment e pelos ambiciosos do pré-sal"

Jair Bolsonaro, Dias Toffoli, Onyx Lorenzoni e Joice Hasselmann
Jair Bolsonaro, Dias Toffoli, Onyx Lorenzoni e Joice Hasselmann (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - Em sua coluna semanal na Folha de S.Paulo, o jornalista Jânio de Freitas escreve que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, "revela-se um ministro perdido em distrações", mas faz uma ponderação com boa dose de ironia: "Tomara que seja isso, para não ser algo pior."

"Tamanho desencontro com a altivez da presidência do Supremo só faz duvidar de que o tribunal 'sempre decidirá em favor da democracia, da liberdade de expressão e do respeito às instituições'", escreve o veterano jornalista citando palavras de Toffoli.

Para Jânio, "o problema é que, antes de depender do Exército, o que ainda há do Estado de Direito depende sobretudo do Supremo". E, segundo ele, "até aqui, Dias Toffoli tem empurrado para incerto futuro várias decisões influentes no rumo dessa pequena democracia. Empurrões que adiam sem resolver".

O jornalista cita a entrevista concedida à Miriam Leitão, na GloboNews, quando "o próprio Dias Toffoli expôs a beira de precipício em que o Supremo está. Logo, estamos também, em nossa angustiante dependência daquelas 11 pessoas a quem fomos entregues".

Com decisões importantes pela frente, que colocarão "o Supremo no centro de gorda polêmica. E o Estado de Direito também", Jânio cita a anulação da condenação de Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, como um sopro de esperança: "O que só é garantido se a cada acusação, até a última, for dada a oportunidade de defesa. Se esse direito se esvai, é o Estado de Direito que perde um componente vital. É uma despedida da democracia—sonho e sofrimento. Nesse e nos demais julgamentos problemáticos, o regime estará em jogo".

E Jânio desafia: "Veremos quem no Supremo está à altura desse nome e da complexidade a que o país foi lançado, pelos aventureiros do impeachment e pelos ambiciosos do pré-sal".

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