Jornada de 40 horas será bandeira no 1º de Maio

Dilma confirma presena nos palanques da CUT e da Fora; Paulinho articula com presidentes da Cmara e da CNI acordo para reduzir tempo de trabalho; Lula esperado no 1 de Maio

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Marco Damiani_247 – Uma bandeira sindical diferente das outras vai voltar ao noticiário nos próximos dias. É a da jornada de trabalho de 40 horas semanais, que está na pauta da Câmara dos Deputados e será o tema principal das manifestações de 1º de Maio. A presidente Dilma Rousseff confirmou presença nos dois atos organizados em São Paulo pela CUT e a Força Sindical. O senador Aécio Neves está no da Força. O ex-presidente Lula é esperado no 1º de Maio da CUT.

Separadas fisicamente nas reuniões do feriado, as duas maiores centrais do País deverão estar juntas na pressão sobre a Câmara para o projeto das 40 horas e outras questões trabalhistas. “Desta vez, a chance de aprovação é maior porque o projeto já está em tramitação e nós estamos dispostos a negociar a implantação”, disse o presidente da Força, Paulo Pereira da Silva, ao Brasil 247. “Podemos combinar de ir tirando uma hora da jornada a cada seis meses”. O Brasil tem hoje uma jornada oficial de trabalho de 44 horas semanais. Pela fórmula de Paulinho, a implantação levaria dois anos até ser completada.

Amanhã, um grupo de sindicalistas terá um café-da-manhã na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília. Marco Maia será convidado a abraçar a bandeira das 40 horas. A Força Sindical agendou encontro com a CNI para tentar convencer o patronato sobre a importância econômica da redução da jornada de trabalho. “Essa medida fortalece o processo de desenvolvimento econômico, porque apóia a criação de empregos ao estimular mais atividade econômica”, sustenta Paulinho. Em países desenvolvidos como França, Noruega, Espanha e Austrália, a jornada oficial de trabalho semanal é inferior a 35 horas.

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