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Poder

Kassab aposta em chapa Eduardo Jorge-Alda

A partir do discurso da sustentabilidade, e procurando tirar votos do eleitorado do PT, prefeito define chapa para concorrer Prefeitura em 2012; jogada com o atual secretrio do Verde e a vice-prefeita embaralha as cartas da sucesso

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Rodolfo Borges _ 247 - O secretário do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge, é o candidato do prefeito Gilberto Kassab para sua sucessão na Prefeitura de São Paulo. A entrada definitiva de Eduardo Jorge na disputa e o crescimento da aprovação de Kassab, segundo as pesquisas internas feitas pela administração municipal, embaralham o cenário eleitoral da capital. E a opção pelo discurso da sustentabilidade deve garantir a Kassab um desempenho razoável mesmo em caso de derrota. Ao largar na frente com um discurso de terceira via, que prioriza o verde e a saúde e que vem ganhando força progressivamente na capital, o prefeito procura cultivar a imagem de político alinhado às bandeiras mais modernas.

A opção de Kassab por uma figura ligada à causa da sustentabilidade não é mero acaso. Durante sua gestão, o fundador do PSD vem batendo nessa tecla desde o início, a começar pelo primeiro projeto de seu governo, o Cidade Limpa, que atacou a poluição visual de São Paulo. De 2005 (ainda com José Serra) a 2010, os investimentos em gestão ambiental da prefeitura pularam de R$ 92,2 milhões para R$ 247,2 milhões. Se for analisado apenas o orçamento da Secretaria chefiada por Eduardo Jorge, o valor triplicou -- subiu de R$ 65,3 milhões para R$ 173,9 milhões. Hora de colher os frutos, deve pensar o prefeito.

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A escolha se mostra ainda mais interessante se levarmos em conta que o PSD ainda não tem uma cara. Fundador do PT, Eduardo Jorge joga nas 11. Tem forte identificação com o eleitorado de esquerda, mas também possui trânsito no PSDB -- durante a implantação dos genéricos, aproximou-se de José Serra, que, a julgar pela escolha de Kassab, não entrará na disputa em 2012. O secretário do Verde empunha a bandeira da sustentabilidade e sua gestão é bem avaliada, e Eduardo Jorge ainda carrega no currículo as Secretarias de Saúde dos governos petistas de Marta Suplicy e Luiza Erundina.

Para o plano vingar, contudo, Kassab precisa viabilizar seu PSD até outubro. E, apesar dos percalços, o projeto parece andar. Neste fim de semana, Kassab participou do primeiro ato oficial do partido, a inauguração da legenda em Santa Catarina, cujo governador, Raimundo Colombo, trocou o DEM pelo PSD. Com mais de 30 deputados (de 12 legendas diferentes), o partido vai se materializando aos poucos e já conta com apoiadores de peso como o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e governadores como Eduardo Campos (PSB), Jaques Wagner (PT) e Marconi Perillo (PSDB). Nenhum desses vai aderir ao PSD, mas todos estão dispostos a usar o partido como sublegenda, para ampliar a força política em seus estados.

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