Kassab e Afif buscam PMDB por 500 mil assinaturas ao PSD

Prefeito e vice-governador de SP pedem apoio informal para cumprir meta



247, Marco Damiani – Um pedido de ajuda, uma forcinha ao menos. Sem quadros em número suficiente para completar até agora a missão de recolher, em todo o Brasil, as 500 mil assinaturas necessárias para a criação de um novo partido, os fundadores do PSD Gilberto Kassab e Afif Domingos, prefeito e vice-governador de São Paulo, foram bater na porta do PMDB paulistano. Informalmente. Uma reunião de militantes da legenda e dos chamadores ‘roedores’ – os homens e mulheres que fazem o corpo a corpo na base da sociedade -- está sendo marcada para este sábado 2, sob a promessa do comparecimento de ambos, para discutir formas de acelerar o processo de coleta de assinaturas. A reunião, é claro, terá caráter informal, sem a chancela das direções partidárias, mas é fato que dirigentes municipais do PMDB estão telefonando para amigos com convites para o encontro, cujo local será decidido ainda esta tarde. Kassab já adiantou que usará as vesperais de sábado para cuidar pessoalmente da organização partidária.

O governador Geraldo Alckmin, por outro lado, resolveu reagir ao movimento do vice Afif de deixar o DEM para ocupar a janelinha da nova agremiação, onde desde já se torna uma das figuras principais. Num rearranjo de organogramas, o importante Conselho Estadual de Petróleo e Gás, que cuida do monitoramento da exploração de petróleo no Estado, o que inclui a arrecadação de royalties, passou da Secretaria da Desenvolvimento, que Afif ainda ocupa, para a de Minas e Energia, pilotada pelo tucano histórico José Aníbal. Um claro sinal de que o governador não engoliu o gesto do vice. Com o propósito de levar Kassab a disputar o governo do estado em 2014, o PSD bate de frente com os interesses de Alckmin, ele próprio o mais interessado em sua sucessão. Se fizer uma composição simples com o ex-govenador de Minas e atual senador Aécio Neves, o governador paulista poderá concorrer à reeleição. Esse plano é, também, um dos motivos principais do lançamento, na prática, pelo governador, da candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo. Com Serra concorrendo no município em 2012, a pista de 2014 no corredor tucano ficaria sem nenhum obstáculo para Alckmin.

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