Kassab reclama de "ações para prejudicar criação do PSD"

Prefeito de So Paulo lamentou existncia de "elementos que trabalham contra a democracia"

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O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, justificou hoje que a formatação de um modelo para a elaboração de atas de reuniões para a criação do PSD, sigla da qual é fundador, deve-se a um esforço da assessoria jurídica da sigla para diminuir os riscos da legenda de não conseguir registro na Justiça Eleitoral.

O prefeito afirmou haver uma ação por parte de pessoas que "trabalham contra a democracia" para evitar o registro do partido, o que tem feito com que a sigla tome precauções. "Eu posso afirmar que, lamentavelmente, nós temos hoje elementos que trabalham contra a democracia, elementos que deveriam estar fazendo o exercício da vida pública na época da ditadura", criticou, durante entrevista ao Jornal da Gazeta. "Cabe à assessoria jurídica do partido fazer todo o esforço necessário para que diminuam ao máximo os riscos do partido em relação ao seu nascimento", acrescentou.

O portal Estadão.com.br informou na manhã de hoje que atas de reuniões realizadas no Estado de São Paulo para a formação do PSD são idênticas. Os registros de reuniões nas cidades de Itupeva, Itu, Jaborandi e Ubatuba, enviados ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), são exatamente iguais, havendo apenas alterações em nomes de integrantes. A orientação da assessoria jurídica da sigla, em reproduzir um modelo, segundo o prefeito, foi correta.

"Para que a ata, que é algo jurídico, não tenha nenhum vício e nenhum equívoco", afirmou. "O importante é que as reuniões tenham acontecido, que as pessoas estejam presentes e que elas assinem a ata", acrescentou. O prefeito evitou citar nomes sobre quem estaria trabalhando contra o PSD, mas ressaltou que essas pessoas "trabalham 24 horas" para evitar o registro da legenda. "Isso é público", respondeu, de maneira evasiva.

Na entrevista, o prefeito evitou antecipar-se sobre se irá sancionar ou não a criação do Dia do Orgulho Hetero, aprovado na terça-feira, 2, pela Câmara de São Paulo. A proposta, segundo ele, irá passar pela avaliação da assessoria técnica da Prefeitura de São Paulo. "Não adianta dar opinião pessoal sem avaliação técnica, seria um equívoco fazer qualquer avaliação pessoal antes disso", afirmou.

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